
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) voltou a ser alvo de críticas por gastos elevados com recursos públicos. A Corte adquiriu 30 carros de luxo da marca Lexus, modelo ES 300H, avaliados em R$ 346,5 mil cada, totalizando R$ 10,3 milhões, apesar de ter atualmente 27 ministros.
O sedã híbrido combina motor a combustão e propulsor elétrico, com 211 cavalos de potência, e é destacado pelo conforto e tecnologia. A compra foi oficializada pelo diretor-geral do TST, Gustavo Caribé de Carvalho, que ainda aumentou a encomenda de 27 para 30 veículos. Até o momento, o tribunal não explicou a necessidade desse acréscimo.
A Corte, que se autointitula “Tribunal da Justiça Social”, não é nova em polêmicas. Recentemente, gastou R$ 1,5 milhão em uma sala VIP exclusiva para ministros no Aeroporto de Brasília, com banheiros e copa privativos, piso de granito e acompanhamento individual por funcionários do aeroporto, ao custo de R$ 280 por atendimento, sem incluir mobiliário e alimentação.
A justificativa apresentada pelo TST para a sala VIP foi evitar “riscos e contatos indesejados” durante embarques e desembarques, mesmo com outras salas já existentes no aeroporto. O contrato foi fechado sem licitação com a mesma empresa que administra três salas VIP no terminal.
Especialistas e representantes do centro democrático avaliam que esses gastos revelam uma desconexão entre o Judiciário e a realidade econômica do país, destacando a urgência de limites claros e controle rigoroso sobre o uso de recursos públicos, principalmente em um momento em que a população enfrenta inflação, desemprego e cortes em serviços essenciais.