Política com conteúdo. Centro com clareza.
quinta-feira, 24 de setembro
Assinar
Agora
Rodrigo Guedes promete fiscalizar governo e confrontar deputados na Assembleia do AmazonasDatafolha: Marília e Aécio seguem na liderança pelo Senado em MinasAécio recebe apoio de policiais civis de Minas Gerais“A mentira mais repetida da eleição”: falas de 2025 confrontam discurso atual de Carlos Viana sobre impeachment no STFCrítica de Lula sobre igreja católica causa desconforto, diz CNBB
Política

Caiado critica condução do governo Lula na segurança pública e reforça intenção de classificar facções como terroristas

Por Brasil no Centro Publicado em 20 de setembro de 2026 às 18:47 3 min de leitura
Compartilhar
Caiado critica condução do governo Lula na segurança pública e reforça intenção de classificar facções como terroristas

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) voltou a colocar o combate ao crime organizado no centro de sua campanha durante agenda em São Paulo neste domingo (20). O ex-governador de Goiás afirmou que pretende encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para classificar facções criminosas como organizações terroristas e defendeu uma atuação integrada de inteligência entre as forças de segurança brasileiras e países vizinhos.

Ao comentar a decisão dos Estados Unidos de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, Caiado afirmou que o Brasil deve tomar sua própria decisão sobre o tratamento jurídico dado às facções.

“A decisão brasileira não depende de decisão de europeu e nem de americano. Ela é uma decisão nossa. E eu sei tratar, sei coibir e sei punir bandidos”, declarou.

A proposta faz parte de uma agenda de segurança que o candidato vem apresentando durante a campanha. Caiado também defendeu o fortalecimento do trabalho de inteligência policial e a cooperação com países que fazem fronteira com o Brasil, especialmente aqueles que podem estar envolvidos nas rotas de entrada, produção ou saída de drogas ilícitas.

Segundo o candidato, o país possui estrutura para enfrentar o avanço do narcotráfico, mas seria necessário, em sua avaliação, um maior protagonismo do governo federal no enfrentamento às organizações criminosas.

“O Brasil tem estrutura para combater e poder cada vez mais libertar a população brasileira do narcotráfico. Basta que o presidente não seja conivente, como é o governo do PT, com o narcotráfico”, afirmou.

A declaração foi acompanhada de novas críticas à condução da segurança pública pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caiado tem utilizado sua experiência à frente do governo de Goiás como referência para defender uma política nacional mais integrada contra as facções.

A classificação de grupos criminosos como organizações terroristas é um dos pontos de divergência entre os candidatos à Presidência. A segurança pública ganhou espaço nas campanhas de 2026, com diferentes propostas para ampliar a atuação federal, fortalecer o sistema penitenciário e combater financeiramente as organizações criminosas.

Caiado também apresentou, nos últimos dias, outras medidas relacionadas ao tema. Entre elas está a proposta de construção de 40 unidades penitenciárias de segurança máxima, distribuídas pelos estados e pelo Distrito Federal, destinadas principalmente ao isolamento de chefes de facções.

O candidato já havia defendido a classificação das facções como terroristas em agosto. Na ocasião, afirmou que pretendia adotar o enquadramento como uma medida de combate ao chamado “terrorismo doméstico”.

Ao abordar novamente o assunto neste domingo, Caiado procurou enfatizar que a iniciativa deveria partir das instituições brasileiras, independentemente da decisão tomada por governos estrangeiros. A posição ocorre em meio à discussão internacional sobre o PCC e o Comando Vermelho e ao aumento da pressão sobre o Brasil para ampliar a cooperação contra o tráfico internacional de drogas.

A agenda de Caiado em São Paulo incluiu uma caminhada pela Avenida Paulista e contato com apoiadores. O candidato estava acompanhado do candidato a vice-presidente Gilberto Kassab (PSD) e da candidata a deputada estadual Mara Gabrilli.