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Aécio promete garantir recursos federais para a segurança e combate ao roubo de celulares em Minas

Por Brasil no Centro Publicado em 22 de setembro de 2026 às 09:46 4 min de leitura
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Aécio promete garantir recursos federais para a segurança e combate ao roubo de celulares em Minas

O celular virou carteira, banco, documento, ferramenta de trabalho e até escritório. Para milhões de mineiros, também passou a ser motivo de preocupação quando é preciso caminhar pelas ruas. É justamente essa realidade que Aécio Neves (PSDB) decidiu colocar no centro de uma nova mensagem de campanha ao Senado por Minas Gerais.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o candidato chamou atenção para o aumento dos roubos de celulares e afirmou que o enfrentamento da criminalidade passa pela ampliação dos investimentos em segurança pública. Aécio aproveitou o tema para recuperar resultados de sua passagem pelo governo de Minas e apresentar uma das funções que pretende exercer no Senado: disputar espaço no orçamento federal por mais recursos destinados ao Estado.

“Hoje eu sou candidato ao Senado porque é lá na discussão do orçamento que nós vamos garantir mais recursos para Minas investir na segurança pública e em outras áreas”, afirmou.

A escolha do celular como ponto de partida não é casual. Dados oficiais da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública mostram que o aparelho está entre os principais bens subtraídos em ocorrências de roubo. No levantamento referente a 2023, o telefone celular representou 35,7% dos objetos registrados nos roubos consumados analisados pela secretaria, à frente de dinheiro e outros bens.

O Estado mantém atualmente uma base específica de dados sobre crimes violentos, com informações atualizadas até 2026, além de uma Central de Bloqueio de Celulares criada para inutilizar aparelhos roubados ou furtados e reduzir o valor desses equipamentos para o mercado de receptação.

O tema também ganhou novas iniciativas de combate à cadeia de receptação. Em setembro, o Ministério da Justiça coordenou a Operação Segunda Chamada, que fiscalizou 241 estabelecimentos em 15 estados para combater a comercialização irregular de celulares roubados ou furtados.
Ao falar sobre o assunto, Aécio buscou diferenciar sua proposta a partir da experiência acumulada quando esteve à frente do governo mineiro. No vídeo, afirmou ter sido o governador que mais investiu em segurança pública na história de Minas e associou os investimentos realizados durante sua gestão à redução dos indicadores de criminalidade.
Há registros oficiais que ajudam a dimensionar aquele período. Entre 2003 e 2010, Minas Gerais ampliou os investimentos e a estrutura das forças de segurança, enquanto os registros de crimes violentos apresentaram queda. Dados da própria área de segurança pública apontaram redução de 48,8% na taxa de crimes violentos entre 2004 e 2010.

O histórico é utilizado agora pelo candidato para defender que segurança pública volte a ocupar espaço relevante na definição das prioridades orçamentárias.

Aécio afirma que a questão não se resume à atuação das polícias nas ruas. Para ele, a capacidade de combater roubos, tráfico e outros crimes depende também de equipamentos, efetivo, inteligência e recursos para as estruturas estaduais de segurança.
É nesse ponto que a candidatura ao Senado apresentada por Aécio se conecta diretamente ao tema. Em vez de tratar a segurança apenas como uma atribuição estadual, o candidato afirma que pretende atuar na discussão do orçamento da União para ampliar a participação de Minas nos recursos federais destinados à área.

A proposta dialoga com uma questão recorrente na relação entre estados e União: a disputa por recursos para financiar políticas públicas que dependem de investimentos permanentes. No caso da segurança, isso envolve desde equipamentos e tecnologia até sistemas de inteligência e integração entre as forças policiais.
A publicação ocorre nos últimos dias da campanha e reforça uma das linhas que Aécio vem apresentando aos eleitores mineiros: a defesa de uma representação no Senado voltada à obtenção de recursos e à articulação de interesses de Minas em Brasília.

Ao transformar o roubo de celulares em porta de entrada para discutir segurança pública, Aécio leva para a campanha uma questão que ultrapassa o debate abstrato sobre criminalidade. O aparelho que está no bolso do trabalhador, do estudante e do empresário tornou-se também um dos símbolos da violência patrimonial nas cidades.

A proposta apresentada pelo candidato é utilizar o mandato no Senado para disputar mais espaço para Minas no orçamento federal e direcionar recursos para uma área que, segundo ele, precisa voltar a ser tratada como prioridade.