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Caiado volta a subir o tom contra Flávio e cobra explicações sobre dinheiro de Vorcaro

Por Brasil no Centro Publicado em 23 de setembro de 2026 às 15:16 4 min de leitura
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Caiado volta a subir o tom contra Flávio e cobra explicações sobre dinheiro de Vorcaro

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) voltou a aumentar o tom das críticas contra Flávio Bolsonaro (PL) e passou a explorar, em sua campanha, as informações da investigação da Polícia Federal sobre a relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Em novo vídeo que começou a ser veiculado nesta quarta-feira (23), a campanha de Caiado questiona o adversário sobre os recursos negociados para a produção do filme “Dark Horse”, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A peça também associa o episódio às investigações que envolvem Vorcaro e cobra explicações públicas do candidato do PL.

“Ele tem muito que se explicar sobre o dinheiro do filme e as acusações de corrupção”, afirma a apresentadora no vídeo.

A peça eleitoral faz referência a mensagens e áudios que integram as investigações conduzidas pela Polícia Federal. Documentos tornados públicos apontam que Flávio Bolsonaro foi interlocutor direto de Vorcaro nas tratativas para obtenção de recursos destinados ao longa-metragem. O próprio senador já confirmou que pediu dinheiro ao então dono do Banco Master para financiar a produção, mas nega ter recebido qualquer vantagem indevida.

Segundo documentos citados pela Folha, Flávio negociou com Vorcaro o repasse de pelo menos US$ 24 milhões para o filme, dos quais aproximadamente US$ 12,3 milhões teriam sido efetivamente pagos. A investigação também apura o caminho dos recursos e a participação de outros envolvidos na produção.

Caiado intensifica críticas na reta final

O novo vídeo representa mais um movimento da campanha de Caiado para diferenciar sua candidatura dos principais adversários e ocupar espaço entre os eleitores que não se identificam com a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Na peça, além de questionar o financiamento do filme, a campanha do governador de Goiás procura apresentar Caiado como uma alternativa política sem acusações relacionadas ao caso Banco Master.

“E na última eleição nem Bolsonaro deu conta de vencer Lula. Agora Caiado tem a menor rejeição. O Brasil merece um presidente assim, ficha limpa”, afirma a narradora.

A estratégia ocorre em meio à intensificação da disputa presidencial e à tentativa dos candidatos de ampliar suas bases eleitorais nas últimas semanas antes da votação.

Relação com Vorcaro está no centro da disputa

A relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro passou a ocupar espaço crescente no debate eleitoral depois que mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal foram incorporados às investigações do caso Banco Master.

Em maio, Flávio confirmou que havia procurado Vorcaro para obter recursos para “Dark Horse”, mas afirmou que a negociação envolvia apenas um projeto privado e negou qualquer irregularidade.

Posteriormente, a Polícia Federal apontou que o senador era interlocutor direto do ex-banqueiro nas tratativas relacionadas ao filme. A investigação também passou a examinar possíveis irregularidades envolvendo recursos utilizados na produção e outras conexões financeiras relacionadas ao projeto.

Em setembro, a PF realizou uma operação para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos relacionados ao filme. Entre os alvos estavam o deputado Mario Frias (PL-SP), que participou da produção e destinou emendas parlamentares sob investigação, e a produtora responsável pelo longa.

A existência das investigações, porém, não representa conclusão de que Flávio Bolsonaro tenha cometido crime. O senador nega irregularidades e já defendeu que os documentos relacionados ao financiamento do filme sejam tornados públicos.

Com o novo ataque, Caiado coloca o caso Master e o financiamento de “Dark Horse” no centro de sua estratégia eleitoral contra Flávio Bolsonaro. A campanha do candidato do PSD tenta, assim, ampliar a distância em relação ao adversário do PL e apresentar sua candidatura como uma alternativa no campo da direita e do centro-direita.