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Nunes Marques manda Instagram apagar vídeo que associa Flávio a Banco Master

Por Brasil no Centro Publicado em 24 de setembro de 2026 às 13:36 4 min de leitura
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Nunes Marques manda Instagram apagar vídeo que associa Flávio a Banco Master

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) retomou as conversas com o União Brasil e o PP em busca de apoio para um eventual segundo turno. Segundo informações da Folha de S.Paulo, o movimento envolve uma negociação que ultrapassa a disputa pelo Palácio do Planalto e alcança diretamente a eleição para a presidência do Senado em 2027.

A federação formada por União Brasil e PP avalia a possibilidade de apoiar Flávio, mas dirigentes das duas siglas querem vincular o eventual acordo à participação em um futuro governo e à manutenção de Davi Alcolumbre (União Brasil) na presidência do Senado.

Flávio procurou nesta semana os presidentes nacionais das duas legendas, Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil), para discutir o cenário de uma eventual segunda etapa da eleição presidencial. A decisão, porém, ainda depende de uma série de fatores, entre eles o resultado das urnas e o tamanho das bancadas que União Brasil e PP conseguirão eleger para o Congresso.

A aproximação ocorre depois de uma tentativa frustrada de formar uma aliança entre PL, União Brasil e PP ainda no primeiro turno. Naquele momento, as negociações não avançaram, em meio a divergências políticas e à pressão do governo Lula pela neutralidade das duas legendas.

Agora, o cenário é diferente. De acordo com a reportagem, Ciro Nogueira estaria mais inclinado a apoiar Flávio em um eventual segundo turno. O senador enfrenta uma disputa própria no Piauí e, segundo aliados, passou a considerar que não há mais compromisso com a neutralidade anteriormente negociada com o governo federal.

A relação entre Nogueira e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se deteriorou durante a campanha. Lula passou a apoiar adversários do presidente do PP na disputa pelo Senado no Piauí, alterando o equilíbrio político que havia sustentado uma espécie de acordo de não agressão entre os dois grupos.

O interesse da federação, entretanto, não se limita à eleição presidencial. A composição do próximo Senado será determinante para definir quem comandará a Casa a partir de fevereiro de 2027.

É justamente nesse ponto que aparece o nome de Alcolumbre. O União Brasil pretende preservar o atual presidente do Senado no cargo, enquanto o PL trabalha com a possibilidade de construir uma maioria para eleger um nome alinhado às suas pautas no Congresso.

A eleição para o comando do Senado pode, portanto, se transformar em um dos principais pontos de negociação entre Flávio e a federação União Brasil e PP. O grupo pretende aguardar o resultado das urnas antes de definir sua posição nacional e avaliar qual será o tamanho de sua bancada no Congresso.

Uma reunião entre os presidentes da federação e os parlamentares eleitos está prevista para 6 de outubro, em Brasília. A expectativa é que o encontro ajude a definir a posição da legenda em um eventual segundo turno presidencial.

Enquanto as conversas avançam, outros partidos do centro político mantêm posições mais cautelosas. O Republicanos trabalha para preservar distância da disputa nacional, enquanto o PSD enfrenta divisões internas sobre um eventual apoio no segundo turno.

No PSD, o candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) tende a apoiar Flávio em uma eventual segunda etapa, enquanto o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab (PSD), trabalha pela neutralidade. A legenda também reúne lideranças regionais com diferentes posições sobre a disputa presidencial.

O cenário transforma a eleição presidencial de 2026 em uma disputa que não envolve apenas a sucessão no Palácio do Planalto. As negociações entre os partidos também começam a considerar a composição do Congresso e, especialmente, quem terá condições de comandar o Senado a partir do próximo ano.