Assessora de Tarcísio e ministro do TCU são favoritos ao STF, caso Flávio seja eleito

A possibilidade de mudanças na composição do Supremo Tribunal Federal já começa a entrar nas articulações políticas relacionadas à eleição presidencial de 2026. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Inês Coimbra, chefe da Procuradoria-Geral do governo de São Paulo, e Jorge Oliveira, ministro do Tribunal de Contas da União, são considerados por aliados de Flávio Bolsonaro (PL) como nomes com potencial para ocupar futuras vagas na Corte em um eventual governo do candidato.
Jorge Oliveira tem uma trajetória diretamente ligada ao núcleo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Antes de chegar ao TCU, ele atuou como assessor de Jair Bolsonaro e de Eduardo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Em 2020, seu nome chegou a ser considerado para uma indicação ao Supremo, mas acabou sendo escolhido para o Tribunal de Contas da União.
Agora, de acordo com a reportagem, integrantes do entorno de Flávio avaliam que a experiência acumulada por Oliveira no TCU poderia fortalecer seu nome em uma eventual disputa por uma cadeira no Supremo. A indicação, contudo, dependeria do processo constitucional previsto para a escolha de ministros da Corte, incluindo a aprovação pelo Senado.
Inês Coimbra aparece em outro cenário. Atual chefe da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, ela é apontada como um dos nomes cotados para uma futura vaga decorrente da aposentadoria compulsória da ministra Cármen Lúcia, que completará 75 anos em abril de 2029.
A proximidade profissional de Coimbra com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é citada como um dos fatores que podem pesar nas articulações. Segundo a reportagem, ela também mantém relação próxima com o ministro André Mendonça, integrante do Supremo.
Outro ponto mencionado por aliados de Flávio é a idade dos dois nomes. Caso fossem indicados e aprovados, tanto Coimbra quanto Oliveira poderiam permanecer por décadas no Supremo, considerando as regras atuais de aposentadoria compulsória dos ministros.
A discussão sobre futuras indicações ganha espaço justamente em um momento em que a composição do STF ocupa lugar central no debate político brasileiro. Eventuais mudanças na Corte dependem, entretanto, de vagas efetivamente abertas, de indicação presidencial e da análise do Senado, não havendo indicação formal dos nomes citados na reportagem até o momento.
As informações sobre Coimbra e Oliveira, portanto, são apresentadas como articulações e avaliações dentro do entorno político de Flávio Bolsonaro, e não como decisões já tomadas sobre futuras vagas no Supremo.