‘Lula é o pai do Tigrinho’, diz Flávio Bolsonaro ao chamar veto a bets de hipocrisia eleitoreira

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pai do tigrinho” nesta sexta-feira (25), ao criticar a intenção do governo de proibir apostas online. Em declaração após uma formatura de policiais militares no Rio de Janeiro, Flávio classificou a possível medida como “populista, hipócrita e eleitoreira”, por ter sido anunciada na reta final da campanha.
O candidato afirmou ser contrário aos jogos de cassino online, modalidade que inclui o chamado jogo do tigrinho, mas deixou em aberto sua posição sobre o funcionamento das plataformas de apostas esportivas. Para Flávio, as duas atividades precisam ser discutidas separadamente.
A crítica se concentra na mudança de posição do governo. As apostas esportivas foram legalizadas em 2018, antes do atual mandato de Lula. Já a lei sancionada em dezembro de 2023 regulamentou esse mercado e incluiu os jogos online entre as modalidades autorizadas. Agora, o presidente prepara restrições ao setor, diante da preocupação com os efeitos das apostas sobre as famílias. Até o momento das declarações de Flávio, o alcance da medida que Lula pretendia anunciar nesta sexta-feira ainda não estava definido em ato publicado.
Flávio também questionou por que o governo decidiu agir apenas às vésperas do primeiro turno. A afirmação de que Lula seria o “pai do tigrinho” é uma crítica política do adversário, mas a sequência das decisões é verificável: o governo federal autorizou a exploração regulada de jogos online em 2023 e passou a defender sua restrição em 2026.
Na mesma conversa com jornalistas, o senador defendeu sua amizade com o advogado Willer Tomaz, alvo de investigação da Polícia Federal sobre fraudes no INSS. Flávio confirmou que fez viagens com ele e rejeitou a associação entre essa relação pessoal e as suspeitas investigadas. “Não dá para querer criminalizar a amizade agora”, afirmou. Ser investigado não equivale a uma conclusão de culpa.