Política com conteúdo. Centro com clareza.
terça-feira, 29 de setembro
Assinar
Agora
Medidas de Lula às vésperas da eleição exigem ajuste de R$ 33 bilhões no Orçamento de 2027Trump e Xi anunciam avanço comercial e envio de pandas aos EUA após encontro em WashingtonGreve da Caixa: agências retomam atendimento parcial após decisão do TSTLula tem 39% e Flávio 34% no 1º turno, diz pesquisa QuaestGilmar Mendes cobra investigação sobre precatórios do Banco Master e cita contrato de R$ 427 milhões
Política

35% dos trabalhadores recebe até um salário mínimo, revela censo

Por Brasil no Centro Publicado em 10 de outubro de 2025 às 17:37 2 min de leitura
Compartilhar
35% dos trabalhadores recebe até um salário mínimo, revela censo

Mais de um terço da força de trabalho brasileira ainda vive com renda mensal de até um salário mínimo, segundo dados preliminares do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e publicados por O GLOBO.

O levantamento aponta que 35,3% dos trabalhadores brasileiros recebem até R$ 1.212, valor equivalente ao salário mínimo vigente em 2022. Na outra ponta, apenas 7,6% da população ocupada tem rendimentos superiores a cinco salários mínimos, ou seja, acima de R$ 6.060 no mesmo período.

Apesar de discretas melhorias em relação a 2010 — quando 36,4% recebiam até um salário mínimo e 9,6% ganhavam acima de cinco — os dados reforçam que a renda do trabalho no país permanece altamente concentrada.

O rendimento médio nominal mensal de todos os trabalhos ficou em R$ 2.851. As diferenças regionais, porém, continuam expressivas. O Centro-Oeste registrou a maior média do país, R$ 3.292, superando em 16,7% a média nacional. Logo atrás aparecem as regiões Sul (R$ 3.190) e Sudeste (R$ 3.154), ambas acima do patamar brasileiro.

No outro extremo, Norte (R$ 2.238) e Nordeste (R$ 2.015) mantêm os menores rendimentos, equivalentes a 78,5% e 70,7% da média nacional, respectivamente.

Os números reforçam um retrato conhecido: o país ainda avança lentamente na redução da desigualdade salarial, e o peso do custo de vida torna ainda mais desafiador o cotidiano da maioria dos trabalhadores brasileiros.