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Bolsonaro está “doente e fragilizado”, diz Tarcísio

Por Brasil no Centro Publicado em 26 de novembro de 2025 às 14:31 4 min de leitura
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Bolsonaro está “doente e fragilizado”, diz Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que Jair Bolsonaro está doente, fragilizado e sem condições de cumprir pena na sede da Polícia Federal. A declaração foi feita nesta terça-feira, em seu primeiro posicionamento público desde a divulgação do vídeo que mostra a tornozeleira eletrônica do ex-presidente sendo queimada. Segundo Tarcísio, a situação é grave e exige urgência na concessão de prisão domiciliar por motivos humanitários.

O governador afirmou que recebeu a notícia da prisão com tristeza e reforçou a convicção de que Bolsonaro é inocente. Para ele, o ex-presidente é uma pessoa de boa fé e que sempre buscou agir pelo bem do país. Tarcísio disse confiar que o tempo esclarecerá todos os fatos envolvendo o processo da chamada trama golpista, encerrado recentemente no Supremo Tribunal Federal.

Ao falar sobre o estado de saúde de Bolsonaro, o governador listou os principais pontos de preocupação. Bolsonaro tem 70 anos, já passou por sete cirurgias no abdômen, enfrenta problemas digestivos recorrentes e risco de broncoaspiração. Segundo Tarcísio, o ex-presidente necessita de cuidados médicos contínuos e de uma rotina alimentar que não pode ser garantida dentro de uma unidade policial. O governador classificou a situação como uma questão humanitária.

Tarcísio também afastou qualquer leitura eleitoral sobre suas declarações. Ele disse estar focado na gestão paulista e reafirmou o desejo de concorrer à reeleição em 2026. Apesar de ser apontado como potencial adversário de Lula na próxima disputa presidencial, o governador afirma que não trabalha com essa hipótese no momento. Ainda assim, reconheceu que Bolsonaro continua sendo a principal liderança da direita e que caberá a ele a decisão final sobre quem representará o campo conservador nas urnas.

A fala do governador também incluiu uma defesa firme da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ele afirmou que sempre apoiou essa pauta e que continuará dialogando com líderes partidários e com a Câmara dos Deputados para que a proposta avance. Tarcísio lembrou que já esteve em Brasília para tratar do tema com o presidente da Casa, Hugo Motta, e que seguirá trabalhando pela aprovação.

O governador endossou a versão apresentada por Bolsonaro sobre o episódio da tornozeleira. Segundo Tarcísio, o ex-presidente teria vivido um momento de oscilação de consciência provocado por efeitos de medicamentos. Ele teria acreditado, em meio a uma alucinação, que havia uma escuta ilegal dentro do dispositivo e, por isso, o danificou utilizando um ferro de solda. Tarcísio questionou ainda a necessidade de monitoramento eletrônico, afirmando que a residência de Bolsonaro permanece vigiada por policiais dia e noite.

Para o governador, Bolsonaro não oferece risco de fuga e não há motivo para mantê-lo na sede da Polícia Federal. Ele afirmou que a permanência do ex-presidente em uma unidade policial representa um risco desnecessário à saúde e pediu respeito a quem já ocupou a Presidência da República. Em suas palavras, Bolsonaro está preso, não quer sair de casa e precisa de cuidados que só podem ser garantidos em ambiente domiciliar.

A posição de Tarcísio insere mais um capítulo em uma crise política que segue movimentando Brasília, a oposição e a base governista. A defesa pública do ex-presidente, combinada à pressão por anistia, reforça o papel do governador como uma das vozes mais influentes da direita brasileira neste momento de instabilidade.