Desastre fiscal: Minas Gerais deve R$ 200 bilhões, mas eram R$ 115 bi quando Zema assumiu

A dívida pública de Minas Gerais ultrapassou a marca dos R$ 200 bilhões e expõe um dos maiores desafios fiscais da história recente do Estado. Quando o governador Romeu Zema assumiu o comando do Palácio Tiradentes, em janeiro de 2019, o passivo girava em torno de R$ 114,7 bilhões. Em novembro de 2025, o valor atualizado já alcança aproximadamente R$ 201,1 bilhões.
O crescimento expressivo chama atenção não apenas pelo volume, mas pela velocidade com que ocorreu ao longo da atual gestão. Em pouco mais de seis anos, o endividamento praticamente dobrou, pressionando as contas públicas e limitando a capacidade de investimento do Estado em áreas estratégicas como saúde, educação e infraestrutura.
Grande parte desse montante corresponde à dívida de Minas com a União, que hoje soma cerca de R$ 177,5 bilhões. Em 2019, esse valor era de R$ 88,7 bilhões, o que revela um salto significativo no principal componente do endividamento estadual.
A situação fiscal tem dominado os debates na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Nos últimos anos, o governo buscou alternativas para tentar amenizar o cenário, como a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal e, mais recentemente, ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, que tem pautado intensamente as discussões em 2025.
O avanço da dívida transforma o tema em um dos assuntos mais sensíveis da política mineira e deve influenciar diretamente o debate eleitoral e as decisões econômicas do Estado nos próximos anos.