Política com conteúdo. Centro com clareza.
terça-feira, 29 de setembro
Assinar
Agora
Medidas de Lula às vésperas da eleição exigem ajuste de R$ 33 bilhões no Orçamento de 2027Trump e Xi anunciam avanço comercial e envio de pandas aos EUA após encontro em WashingtonGreve da Caixa: agências retomam atendimento parcial após decisão do TSTLula tem 39% e Flávio 34% no 1º turno, diz pesquisa QuaestGilmar Mendes cobra investigação sobre precatórios do Banco Master e cita contrato de R$ 427 milhões
Política

Brasil pode ter Ministro do STJ preso em breve, diz relator da CPI do Crime Organizado

Por Brasil no Centro Publicado em 11 de dezembro de 2025 às 11:52 2 min de leitura
Compartilhar
Brasil pode ter Ministro do STJ preso em breve, diz relator da CPI do Crime Organizado

O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira, afirmou que o Brasil pode estar prestes a testemunhar algo inédito na história recente: a prisão de um ministro de tribunal superior. A avaliação foi feita durante sessão da comissão, enquanto o senador comentava o avanço de investigações sobre um possível esquema de venda de decisões no Superior Tribunal de Justiça e a polêmica viagem do ministro Dias Toffoli em jatinho privado.

A referência de Vieira diz respeito à carona que Toffoli recebeu em aeronave do empresário Luiz Osvaldo Pastore, acompanhado do advogado Augusto de Arruda Botelho, defensor de um ex-diretor do Banco Master. A viagem, que os levou à final da Libertadores, reacendeu suspeitas sobre a relação de autoridades com figuras investigadas por envolvimento com organizações criminosas.

Vieira criticou duramente o que classificou como normalização de práticas antiéticas no Judiciário. Para ele, não se trata apenas de um deslize, mas de um padrão que envolve benefícios pagos por grupos ligados ao crime organizado, desde deslocamentos em aviões até hospedagens de luxo.

O senador afirmou que o Brasil já viu prisões de presidentes, ministros, senadores, deputados, governadores e prefeitos, mas nunca de um ministro de tribunal superior. Segundo ele, esse marco pode estar próximo.

Presente à sessão, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ex-presidente do STF e do TSE, respondeu que qualquer conduta que viole a ética ou a legislação penal deve ser tratada com rigor. Ele afirmou que o país já possui instrumentos legais suficientes para responsabilizar magistrados e advogados que ultrapassem limites éticos, desde que haja fiscalização efetiva e aplicação consistente das normas.

O caso deve continuar gerando repercussão no Congresso e no Judiciário, ampliando o debate sobre a integridade das instituições e a necessidade de transparência nas relações entre autoridades públicas e investigados.