De volta ao governo de Tocantins, Wanderlei Barbosa desiste do senado e fica no cargo até o fim de 2026

O cenário político do Tocantins ganhou um novo capítulo após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formar maioria para validar a liminar que permitiu o retorno do governador Wanderlei Barbosa ao comando do estado. A decisão confirma, por ora, a determinação do ministro Kassio Nunes Marques que suspendeu o afastamento do governador no processo que apura irregularidades na compra de cestas básicas destinadas à área social.
Com a liminar em vigor, Barbosa reassumiu o cargo ainda na semana passada e passou a reorganizar o governo em meio ao julgamento que segue no STF. A suspensão do afastamento permanece válida até que o mérito da investigação seja concluído.
Nos bastidores, a volta ao Palácio Araguaia já começou a produzir efeitos imediatos na estratégia eleitoral do chefe do Executivo. A possibilidade de concorrer ao Senado em 2026 vinha sendo discutida como um movimento quase certo, mas foi descartada. Wanderlei Barbosa decidiu permanecer no governo até o último dia do mandato.
Com essa escolha, ele pode se tornar o primeiro governador do Tocantins em duas décadas a concluir o período integral. A decisão também mantém o foro privilegiado até o fim de 2026, fator que pesa no cálculo político em meio ao processo que tramita no Supremo.
A movimentação abre espaço para uma nova composição na disputa pelo comando do estado. Internamente, Barbosa já sinalizou apoio à senadora Dorinha Seabra, do União Brasil, como possível candidata à sua sucessão em 2026.
O retorno ao cargo, a mudança de rota e a redefinição da aliança política colocam o Tocantins em destaque no tabuleiro nacional, mostrando como decisões judiciais e eleitorais seguem entrelaçadas na disputa pelo poder.