Moisés Barboza (PSDB) assume a presidência da Câmara de Porto Alegre

O vereador Moisés Barboza, do PSDB, foi eleito presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre e comandará o Legislativo da capital gaúcha no ano legislativo de 2026. Ele foi escolhido com ampla maioria, recebendo 34 votos, e substituirá a vereadora Comandante Nádia, do PL, no comando da Casa.
Ao comentar a eleição, Barboza destacou o simbolismo da escolha. Esta será a primeira vez, em mais de dois séculos de história do Parlamento municipal, que o PSDB presidirá a Câmara de Porto Alegre. Segundo o vereador, sua gestão será marcada pela escuta ativa e pelo respeito à pluralidade política da cidade.
O novo presidente afirmou que pretende abrir espaço para o diálogo com líderes de bancadas, servidores da Casa e representantes da sociedade. Para ele, as demandas da cidade não pertencem a um único campo ideológico e devem ser tratadas de forma transversal, com equilíbrio e responsabilidade institucional.
Entre as prioridades anunciadas, Barboza destacou o fortalecimento do debate sobre a defesa dos direitos de crianças e adolescentes. De acordo com o vereador, os registros de violência e abusos cresceram após a pandemia, o que exige atenção especial do Legislativo sem prejuízo de outras pautas relevantes para o município.
A sessão que elegeu Barboza também definiu a nova Mesa Diretora da Câmara. As vice-presidências ficarão com os vereadores Giovane Byl, do Podemos, e Fernanda Barth, do PL. As secretarias serão ocupadas por Rafael Fleck, do MDB, Ramiro Rosário, do Novo, Aldacir Oliboni, do PT, e Roberto Robaina, do PSol. O mandato da Mesa será de um ano.
Presidente estadual do PSDB no Rio Grande do Sul, Moisés Barboza tem 47 anos, é natural de São Borja e ficou conhecido por iniciativas sociais e comunitárias que lhe renderam o apelido de Maluco do Bem. Casado, pai de dois filhos e formado em Gestão Pública, ele também é oficial da Infantaria.
A posse oficial da nova Mesa Diretora está marcada para o dia 5 de janeiro de 2026. Nos bastidores, a expectativa é de que Barboza adote um perfil mais conciliador na condução dos trabalhos, buscando reduzir tensões entre base governista e oposição e reposicionar o Legislativo como espaço de diálogo institucional.