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Após romper com governo, União Brasil cobra indicar ministro do Turismo e Lula demite Celso Sabino

Por Brasil no Centro Publicado em 18 de dezembro de 2025 às 15:28 3 min de leitura
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Após romper com governo, União Brasil cobra indicar ministro do Turismo e Lula demite Celso Sabino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quarta-feira a saída de Celso Sabino do comando do Ministério do Turismo após pressão direta do União Brasil para reassumir o controle político da pasta. A decisão ocorre poucos meses depois de o partido anunciar publicamente o rompimento com o governo federal.

Sabino afirmou que deixou o cargo porque o União Brasil exigiu a indicação de um novo nome para o ministério, movimento que, segundo ele, faz parte das negociações de governabilidade entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. O agora ex-ministro agradeceu a confiança de Lula e disse compreender a decisão tomada pelo presidente.

A saída vinha sendo discutida nos bastidores há alguns dias e foi formalizada após uma reunião da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, com integrantes do União Brasil. Com a exoneração, Sabino retorna ao mandato de deputado federal.

Nos bastidores do governo, a indicação do novo ministro é interpretada como um sinal claro de reaproximação do União Brasil com o Planalto, apesar do discurso recente de afastamento da base governista. O nome escolhido para assumir a pasta é Gustavo Feliciano, ex-secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba e filho do deputado federal Damião Feliciano. A indicação partiu da ala governista do partido e contou com o aval da direção nacional.

Celso Sabino evitou criticar publicamente a mudança de posição de sua antiga legenda. Segundo ele, cabe aos analistas políticos avaliar a coerência do movimento. O ex-ministro reforçou que sua prioridade sempre foi garantir estabilidade ao governo e avançar em pautas estratégicas.

Expulso do União Brasil no início do mês, Sabino explicou que decidiu permanecer no cargo mesmo após o partido anunciar o rompimento com Lula porque considerava essencial concluir projetos ligados à realização da COP30, prevista para novembro. Para ele, deixar o ministério de forma imediata teria sido irresponsável com o país.

Mesmo fora do governo, Sabino afirmou manter alinhamento político com Lula e disse contar com o apoio do presidente para disputar uma vaga no Senado em 2026 pelo Pará. Ele confirmou que busca uma nova legenda, descartando apenas uma eventual filiação ao PL.

A movimentação do União Brasil acontece em meio à indefinição sobre o cenário eleitoral de 2026. O partido chegou a discutir apoio a uma candidatura de oposição, mas o quadro interno segue dividido, com lideranças defendendo neutralidade.

Apesar disso, Sabino afirmou que a reaproximação do partido com o governo não tem relação direta com a disputa presidencial. Segundo ele, o presidente Lula entra forte na corrida eleitoral e deve vencer novamente, possivelmente já no primeiro turno.

O ex-ministro destacou ainda que deixa o Turismo em um momento positivo, com crescimento do setor, geração de empregos e faturamento recorde, ressaltando que a troca no comando atende a acordos políticos, mas não reflete desempenho negativo da pasta.

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