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Deputados do PL, Sóstenes e Carlos Jordy teriam desviado recursos públicos, diz PF

Por Brasil no Centro Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 12:48 3 min de leitura
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Deputados do PL, Sóstenes e Carlos Jordy teriam desviado recursos públicos, diz PF

A Polícia Federal afirma que os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro, teriam desviado recursos públicos da cota parlamentar em benefício próprio por meio de assessores comissionados. Os dois parlamentares foram alvo de uma operação realizada nesta sexta-feira, no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de peculato e lavagem de dinheiro.

A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Segundo a PF, os desvios teriam ocorrido durante o exercício das funções parlamentares, com o uso de servidores para operacionalizar o esquema. O dinheiro público, de acordo com os investigadores, era direcionado a empresas utilizadas para simular a prestação de serviços à Câmara dos Deputados.

Um dos principais alvos da apuração é a empresa Harue Locação de Veículos Ltda. ME, apontada como instrumento para a prática dos crimes. A Polícia Federal sustenta que a empresa seria controlada de fato por um assessor do deputado Carlos Jordy e administrada por familiares, com o objetivo de receber recursos da cota parlamentar. Outra empresa citada na investigação é a Amazon Serviços e Construções Ltda.

Em manifestação encaminhada ao Supremo, a Procuradoria-Geral da República afirmou haver elementos indiciários de que os dois deputados desviaram recursos por intermédio de servidores comissionados, utilizando empresas para viabilizar o esquema.

A investigação também identificou movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo Carlos Jordy. Segundo a PF, o parlamentar realizou 63 operações que somam R$ 73,3 mil para seu secretário parlamentar, o que, na avaliação dos investigadores, demonstra um vínculo econômico direto entre deputado e assessor.

Conversas obtidas pela Polícia Federal reforçam as suspeitas. Em mensagens analisadas, assessores mencionam pagamentos feitos “por fora”, expressão que aparece em diálogos ligados tanto ao gabinete de Sóstenes quanto ao de Jordy. Para a PF, o conteúdo das conversas indica tentativas de ocultar a destinação real dos recursos.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram R$ 430 mil em dinheiro vivo em um endereço associado ao deputado Sóstenes Cavalcante. A PF afirma que os valores desviados passavam por empresas de fachada antes de serem submetidos a mecanismos de lavagem de dinheiro.

Esta não é a primeira fase da investigação. Em dezembro do ano passado, a Polícia Federal já havia realizado buscas em endereços ligados a assessores dos parlamentares na operação Rent a Car, que apurava o uso de contratos falsos com locadoras de veículos para simular serviços e desviar recursos da cota parlamentar.