Flávio fará tour pelas igrejas para reforçar aliança com evangélicos visando 2026

Com o calendário eleitoral de 2026 no horizonte, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu intensificar sua aproximação com o segmento evangélico, considerado estratégico para qualquer projeto presidencial no país. A movimentação ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliar gestos públicos em direção a esse eleitorado, tradicionalmente mais alinhado à direita.
Depois de uma agenda recente voltada ao mercado financeiro, Flávio passou a priorizar o diálogo com lideranças religiosas. Encontros com representantes de grandes igrejas já estão sendo articulados para o início do próximo ano, com o objetivo de fortalecer vínculos e assegurar apoio antecipado para a disputa presidencial.
O senador também tem buscado ampliar sua presença em eventos religiosos. Nesta segunda-feira, participa do “Grande Clamor pelo Brasil”, encontro evangélico realizado no aeroporto de Vitória, no Espírito Santo. A avaliação dentro de seu entorno político é que, embora haja simpatia majoritária do segmento à sua candidatura, a base precisa ser constantemente mobilizada e reafirmada.
A preocupação ganhou força após sucessivos acenos do governo federal aos evangélicos. A primeira-dama Janja tem se reunido com lideranças religiosas nos últimos meses, numa tentativa de reduzir resistências históricas ao PT. Além disso, Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, de perfil evangélico, ao Supremo Tribunal Federal e sancionou a elevação da música gospel a patrimônio cultural do Brasil.
Outro fator que chama atenção no meio político é o bom relacionamento de igrejas influentes, como a Assembleia de Deus, com o Palácio do Planalto, o que reforça a percepção de disputa direta por espaço nesse eleitorado.
Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro também ajustou o discurso. Referências bíblicas e mensagens com tom religioso passaram a aparecer com mais frequência. O próximo passo, segundo aliados, será uma rodada mais reservada de conversas com pastores e dirigentes de igrejas, em busca de compromissos políticos claros para a campanha.
O movimento indica que a disputa pelo eleitorado evangélico deve ganhar centralidade nos próximos meses, antecipando um dos principais embates simbólicos e eleitorais do caminho até 2026.