Política com conteúdo. Centro com clareza.
terça-feira, 25 de agosto
Assinar
Agora
Rebeca Romero: “O campo que produz riqueza também precisa cuidar do agricultor”Partidos criam filtros contra candidatos ligados a facções após pressão do Ministério Público EleitoralFabiano Lana: “Fazer campanha para convertidos não fará de ninguém um vencedor”Juliana Brizola e Luciano Zucco empatam pelo governo do Rio Grande do Sul, diz pesquisa QuaestGracinha lidera, Vanderlan, Calil e Gayer empatam pela segunda vaga ao senado em Goiás, diz pesquisa
Pesquisas Eleitorais

Cleitinho (Rep) e Kalil (PDT) polarizam eleição em Minas

Por Brasil no Centro Publicado em 31 de dezembro de 2025 às 00:36 2 min de leitura
Compartilhar
Cleitinho (Rep) e Kalil (PDT) polarizam eleição em Minas

A disputa pelo governo de Minas Gerais começa a se desenhar como um duelo entre dois polos bem conhecidos do eleitorado. Levantamento recente da Doxa Pesquisa aponta o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança das intenções de voto, seguido de perto pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), configurando um cenário de polarização na largada da corrida eleitoral.

No voto estimulado para o primeiro turno, Cleitinho aparece com 26% das intenções, enquanto Kalil soma 21%. A diferença é relativamente curta e mantém a disputa aberta, sobretudo diante de um eleitorado ainda amplamente indeciso. Brancos e nulos chegam a 23%, e outros 16% afirmaram não saber ou preferiram não responder, totalizando um contingente expressivo fora do jogo neste momento.

A pesquisa mostra que, depois dos dois líderes, há um degrau significativo. Gabriel Azevedo (MDB) aparece com 9%, enquanto Mateus Simões (PSD) e Tadeu Martins (MDB) registram 2% cada, patamar associado a alto desconhecimento em boa parte do estado.

Segundo a Doxa, a vantagem inicial de Cleitinho e Kalil está ligada à notoriedade pública. O senador tem forte presença nas redes sociais, enquanto Kalil carrega o recall de ter presidido o Atlético-MG e governado a capital mineira. Fora desse eixo, os demais nomes ainda enfrentam dificuldades para se tornarem conhecidos do eleitorado.

O levantamento também captou o clima político em Minas. Mais da metade dos entrevistados (56%) afirmou desejar mudanças nas políticas públicas, sinalizando desgaste do atual ciclo administrativo. Esse sentimento tende a favorecer candidaturas que se apresentem como oposição ao governo vigente e dificulta estratégias associadas à continuidade.

Outro dado relevante é a baixa adesão a rótulos ideológicos. Para 47% dos eleitores, a posição ideológica do candidato não é determinante. O número reforça a leitura de que a eleição mineira pode ser decidida mais por identificação pessoal, trajetória e discurso de mudança do que por alinhamentos à direita ou à esquerda.

A pesquisa foi realizada com 1.500 entrevistas presenciais em domicílios, tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os resultados indicam que, embora Cleitinho e Kalil larguem na frente e concentrem as atenções, a eleição em Minas segue aberta e sujeita a rearranjos conforme os indecisos passem a se posicionar.