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Política

Aécio ataca Lula por silêncio diante da ditadura de Maduro

Por Brasil no Centro Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 13:25 2 min de leitura
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Aécio ataca Lula por silêncio diante da ditadura de Maduro

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao acusar o PT de ter ignorado deliberadamente a escalada autoritária na Venezuela em nome de alinhamentos ideológicos. Em nota pública, o tucano afirma que os governos petistas abandonaram o compromisso com a democracia na região ao relativizar os abusos cometidos pelo regime de Nicolás Maduro.

A manifestação ocorre no contexto da invasão norte-americana à Venezuela, duramente criticada pelo PSDB. Para o partido, a ação dos Estados Unidos representa uma violação da soberania venezuelana e do princípio da autodeterminação dos povos, além de configurar o uso ilegítimo da força como instrumento político. Aécio ressalta, no entanto, que repudiar a intervenção militar não significa, em hipótese alguma, apoiar o governo chavista.

Segundo o dirigente tucano, a tragédia venezuelana é resultado direto de uma ditadura que suprimiu liberdades, destruiu instituições, empobreceu a população e provocou uma crise humanitária que levou milhões de cidadãos ao exílio. Para ele, esse processo foi tratado com complacência por governos do PT, que preferiram preservar afinidades ideológicas a denunciar violações de direitos humanos e a ruptura democrática no país vizinho.

Na avaliação do PSDB, o silêncio do Brasil diante do autoritarismo de Maduro enfraqueceu a pressão internacional por uma transição democrática e contribuiu para o prolongamento da crise. Aécio afirma que a política externa petista falhou ao confundir solidariedade regional com tolerância a regimes que não respeitam eleições livres, pluralismo político e liberdades civis.

O partido defende uma saída pacífica e negociada para a Venezuela, conduzida pelos próprios venezuelanos e com apoio às forças democráticas internas. Ao mesmo tempo, alerta para a necessidade de vigilância internacional para impedir que a crise seja usada como pretexto para a exploração externa das riquezas estratégicas do país.

Ao final da nota, Aécio resume o recado político do PSDB. Não há justificativa para invasões estrangeiras, nem para o silêncio cúmplice diante de ditaduras. Democracia, soberania e liberdade, afirma, devem valer tanto contra intervenções militares quanto contra governos autoritários sustentados por conveniência ideológica.