Aécio ataca Lula por silêncio diante da ditadura de Maduro

PSDB condena invasão dos EUA na Venezuela, mas acusa PT de fechar os olhos para abusos do regime chavista por alinhamento ideológico

Aécio ataca Lula por silêncio diante da ditadura de Maduro

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao acusar o PT de ter ignorado deliberadamente a escalada autoritária na Venezuela em nome de alinhamentos ideológicos. Em nota pública, o tucano afirma que os governos petistas abandonaram o compromisso com a democracia na região ao relativizar os abusos cometidos pelo regime de Nicolás Maduro.

A manifestação ocorre no contexto da invasão norte-americana à Venezuela, duramente criticada pelo PSDB. Para o partido, a ação dos Estados Unidos representa uma violação da soberania venezuelana e do princípio da autodeterminação dos povos, além de configurar o uso ilegítimo da força como instrumento político. Aécio ressalta, no entanto, que repudiar a intervenção militar não significa, em hipótese alguma, apoiar o governo chavista.

Segundo o dirigente tucano, a tragédia venezuelana é resultado direto de uma ditadura que suprimiu liberdades, destruiu instituições, empobreceu a população e provocou uma crise humanitária que levou milhões de cidadãos ao exílio. Para ele, esse processo foi tratado com complacência por governos do PT, que preferiram preservar afinidades ideológicas a denunciar violações de direitos humanos e a ruptura democrática no país vizinho.

Na avaliação do PSDB, o silêncio do Brasil diante do autoritarismo de Maduro enfraqueceu a pressão internacional por uma transição democrática e contribuiu para o prolongamento da crise. Aécio afirma que a política externa petista falhou ao confundir solidariedade regional com tolerância a regimes que não respeitam eleições livres, pluralismo político e liberdades civis.

O partido defende uma saída pacífica e negociada para a Venezuela, conduzida pelos próprios venezuelanos e com apoio às forças democráticas internas. Ao mesmo tempo, alerta para a necessidade de vigilância internacional para impedir que a crise seja usada como pretexto para a exploração externa das riquezas estratégicas do país.

Ao final da nota, Aécio resume o recado político do PSDB. Não há justificativa para invasões estrangeiras, nem para o silêncio cúmplice diante de ditaduras. Democracia, soberania e liberdade, afirma, devem valer tanto contra intervenções militares quanto contra governos autoritários sustentados por conveniência ideológica.