Brasil e países da América Latina condenam tentativa dos EUA de controlar a Venezuela

(COMBO) This combination of file pictures created on January 3, 2026 shows (L) US President Donald Trump announcing tariffs on auto imports in the Oval Office of the White House in Washington, DC, on March 26, 2025 and (R) Venezuela's President Nicolas Maduro attending a meeting with the Secretary General of the Organization of the Petroleum Exporting Countries (OPEC), Kuwaiti Haitham al-Ghais (out of frame), at the Miraflores presidential palace in Caracas, on September 14, 2022.. Venezuela on January 3, 2026, demanded an emergency meeting of the UN Security Council to discuss the US military strikes on the country, amid uncertainty over the whereabouts of President Nicolas Maduro. (Photo by Mandel NGAN and Federico Parra / AFP)
O Brasil, juntamente com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, assinou um manifesto conjunto em 4 de janeiro de 2026, em que condena a tentativa dos Estados Unidos de exercer controle sobre a Venezuela após a invasão militar que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro. O posicionamento das nações latino-americanas reforça a crítica a uma possível tutela externa sobre os recursos estratégicos da Venezuela e destaca os riscos dessa ação para a paz e a soberania da região.
O documento é enfático ao ressaltar que a ação dos Estados Unidos viola princípios do direito internacional, como a proibição do uso da força e o respeito à soberania dos Estados. O manifesto dos seis países também expressa profunda preocupação com as consequências dessa intervenção, considerando-a como um precedente perigoso que pode colocar em risco a estabilidade política, econômica e social da América Latina.
Em sua nota, os países exigem que a situação da Venezuela seja resolvida exclusivamente por meio de diálogo e negociação pacífica, respeitando a vontade do povo venezuelano, sem interferências externas. Eles reforçam a importância de uma unidade regional para enfrentar potenciais crises e apelam à intervenção das Nações Unidas para ajudar na redução das tensões na região.
O Brasil, representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou no mesmo dia de uma reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), onde a crise venezuelana foi um dos principais temas discutidos. O governo brasileiro segue comprometido com uma solução pacífica e multilateral para a crise, longe de intervenções militares externas.