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75% dos contratos consignados do Banco Master podem ter irregularidades, diz INSS

Por Brasil no Centro Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 17:35 2 min de leitura
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75% dos contratos consignados do Banco Master podem ter irregularidades, diz INSS

Uma análise realizada pela área técnica do INSS levantou sérias suspeitas sobre a regularidade de 74% dos contratos de crédito consignado firmados pelo Banco Master, indicando irregularidades em mais de 250 mil acordos. O relatório detalha que, entre outubro de 2021 e setembro de 2025, o banco reportou a celebração de 338.608 contratos com beneficiários do INSS, mas falhou em apresentar a documentação comprobatória de 251.718 contratos, o que corresponde a 75% do total, tornando os acordos suspeitos e colocando em dúvida a validade dos consentimentos dos beneficiários.

O banco, que passou por liquidação pelo Banco Central em novembro de 2025, não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem sobre o documento do INSS. O caso do Banco Master, que envolveu uma expansão agressiva de sua carteira de crédito, levanta preocupações não apenas sobre a transparência dos contratos, mas também sobre a violação dos direitos dos consumidores. O relatório do INSS aponta que muitos documentos disponíveis no sistema e-consignado eram genéricos, sem informações essenciais, como o limite de crédito aprovado, a forma de pagamento e os juros aplicados.

Essas falhas nas informações comprometem a capacidade dos beneficiários de entender a extensão da dívida contraída, o que é uma violação dos princípios previstos pelo Código de Defesa do Consumidor e pela Instrução Normativa do INSS. O Banco Master tinha um acordo de cooperação técnica com o INSS desde 2020, autorizado a oferecer crédito consignado a aposentados e pensionistas, mas o INSS decidiu não renovar o acordo em setembro de 2025, após o término da vigência.

Além das irregularidades nos contratos de crédito, o relatório aponta que a parceria com o banco gerou mais problemas: o INSS já rescindiu 19 acordos de cooperação com instituições financeiras devido a práticas semelhantes e suspendeu ou não renovou outros acordos com bancos investigados. Este episódio coloca um grande foco na necessidade de uma maior fiscalização sobre operações envolvendo créditos consignados, especialmente quando se trata de benefícios para aposentados e pensionistas.