
Na nova edição do Farol da Oposição, informativo semanal do Instituto Teotônio Vilela (ITV), o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, faz uma dura crítica ao governo petista e seu apoio à ditadura chavista na Venezuela, uma relação que, segundo o parlamentar, manteve o regime de Hugo Chávez e Nicolás Maduro no poder por mais de 20 anos.
Aécio Neves aponta que o governo petista foi um dos principais responsáveis pela sobrevivência do regime autoritário na Venezuela, com a destinação de recursos públicos que beneficiaram diretamente a ditadura chavista. Durante os mandatos de Chávez e Maduro, o governo brasileiro enviou, segundo dados oficiais, US$ 1,8 bilhão (mais de R$ 10 bilhões) para a Venezuela, uma parte significativa desses recursos destinada a projetos de infraestrutura que, na avaliação de Aécio, nunca retornaram aos cofres públicos brasileiros.
O ex-presidente do PSDB detalha no informativo como projetos como a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foram financiados com recursos do BNDES, sem que a Venezuela cumprisse sua parte nos acordos, deixando o Brasil com um rombo de quase R$ 100 bilhões.
Aliança espúria e interesses comuns
Aécio também critica a simbiose de interesses espúrios entre o PT e empresas brasileiras ligadas ao regime de Maduro, como o grupo J&F, que operava na Venezuela com empresas do ramo de energia e petróleo. Segundo ele, esses negócios foram facilitados pela blindagem política do PT ao regime chavista, com um financiamento substancial do governo brasileiro para manter o regime em funcionamento, ao custo do povo brasileiro.
A crise na Venezuela e o apoio contínuo do governo petista à ditadura de Maduro são tema recorrente nas análises do PSDB, que considera essa relação uma violação dos princípios democráticos e uma política desastrosa para o Brasil. Aécio ainda questiona os sigilos impostos pelo governo Lula, especificamente em documentos diplomáticos que envolvem as operações do grupo J&F e as conexões com a PDVSA, a estatal de petróleo venezuelana.
Críticas ao apoio internacional
A relação com o regime chavista também gerou forte repercussão internacional, com críticas a violações dos direitos humanos e ao empobrecimento acelerado da população venezuelana. Aécio, em sua análise, destaca o “estrago econômico” causado pela ditadura, com uma queda de 90% no PIB per capita da Venezuela e 8 milhões de venezuelanos deixando o país, em busca de refúgio e melhores condições de vida.
Em sua avaliação, o governo Lula nunca fez uma crítica efetiva ao regime de Maduro e, ao contrário, continuou amparando a ditadura mesmo diante de evidências de crimes humanitários e de uma tragédia social sem precedentes.
Futuro da Venezuela e do Brasil
Aécio Neves termina sua análise no Farol da Oposição destacando que, apesar da queda do regime chavista, a Venezuela continua à beira de um colapso e precisa de uma transição democrática verdadeira para alcançar a prosperidade novamente. O Brasil, segundo ele, deve se distanciar de políticas de apoio a regimes autoritários e focar em solidariedade a processos democráticos.
“Nenhuma defesa de soberania justifica acobertar uma ditadura que devastou um país e empobreceu seu povo”, conclui Aécio Neves no Farol da Oposição.