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Capitão Wagner pode se filiar ao PSDB ou PL, caso União Brasil se alie ao PT no Ceará

Por Brasil no Centro Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 16:44 3 min de leitura
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Capitão Wagner pode se filiar ao PSDB ou PL, caso União Brasil se alie ao PT no Ceará

Nos últimos meses, o cenário político cearense se tornou cada vez mais volátil. Após a filiação de Ciro Gomes ao PSDB, lançado como a principal aposta da oposição contra a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT), e o anúncio de que o senador Cid Gomes (PSB) não disputará a reeleição, o grande ponto de interrogação agora envolve o movimento de aproximação do União Brasil com o governo petista.

O partido, atualmente sob a liderança de Capitão Wagner, que teve papel central na oposição em 2022, é agora uma das maiores incógnitas do processo eleitoral. A união com o Progressistas, do deputado federal AJ Albuquerque – aliado próximo de Elmano e filho do secretário estadual Zezinho Albuquerque – parece fortalecer a relação com o PT.

Com o partido sendo pressionado por esse alinhamento, Capitão Wagner, que atualmente lidera as pesquisas para o Senado, vê sua posição dentro da legenda ameaçada. Fontes revelam que os deputados mais votados do União Brasil, Fernanda Pessoa e Moses Rodrigues, ambos alinhados com o governo de Elmano, já declaram apoio à recondução do petista ao Palácio da Abolição. Rumores também indicam que Fernanda Pessoa está prestes a assumir a presidência estadual do União Brasil, com o aval do presidente nacional, Antônio Rueda, o que consolidaria ainda mais a aproximação com o PT.

Essa mudança de rumos pode resultar em um grande revés para Wagner, que se vê pressionado a reconsiderar seus planos políticos. Caso o União Brasil oficialize sua aliança com o PT, Wagner teria poucas opções dentro de seu atual partido. O PL, liderado pelo deputado federal André Fernandes, surge como uma possibilidade, mas a prioridade da legenda é a candidatura do deputado estadual Professor Alcides ao Senado, o que colocaria a candidatura de Wagner em risco. Outra alternativa seria concorrer a deputado federal, no lugar de sua esposa, Dayany Bittencourt.

Outra opção que começa a ganhar força é uma possível migração de Wagner para o PSDB, atualmente em ascensão no estado com a pré-candidatura de Ciro Gomes ao governo. O PSDB também se mostra uma escolha atraente para Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza e atual presidente do União Brasil na capital cearense, que deve se filiar à legenda. A fusão de Wagner, Roberto Cláudio e José Sarto, em uma chapa forte para o Senado e para a Câmara Federal, poderia resultar em uma candidatura robusta contra o PT, ao lado de Ciro Gomes.

O movimento de Wagner, portanto, está longe de ser definido, e sua próxima filiação será fundamental para o cenário político do Ceará, especialmente no confronto com o PT e suas alianças no estado.