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PT, PL e União Progressistas ficarão com metade do Fundo Eleitoral de R$ 4,9 bilhões neste ano

Por Brasil no Centro Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 12:04 2 min de leitura
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PT, PL e União Progressistas ficarão com metade do Fundo Eleitoral de R$ 4,9 bilhões neste ano

A disputa eleitoral de 2026 deve ocorrer sob um cenário de forte concentração de recursos públicos. Um levantamento da Fundação 1º de Maio, ligada ao partido Solidariedade, aponta que PT, PL e a federação União Progressistas devem concentrar quase metade do Fundo Eleitoral, estimado em R$ 4,9 bilhões neste ano.

Segundo o estudo, as três forças políticas somadas ficarão com 49,58% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mecanismo criado para custear campanhas eleitorais com dinheiro público após o fim das doações empresariais. A projeção foi feita após a sanção do Orçamento de 2026 pelo presidente Lula.

A federação União Progressistas, formada por União Brasil e PP, aparece como a maior beneficiada individualmente, com cerca de R$ 953,6 milhões, o equivalente a 19,2% de todo o fundo. Juntas, as duas siglas contam atualmente com 109 deputados federais e 12 senadores, o que pesa diretamente na divisão dos recursos.

Na sequência aparece o PL, que reúne 88 deputados e 15 senadores, com uma estimativa de R$ 886,7 milhões em recursos para as campanhas. Já o PT, partido do presidente da República, deve receber aproximadamente R$ 619,7 milhões, refletindo sua bancada atual de 67 deputados e nove senadores.

O ranking dos maiores volumes ainda inclui o PSD, que aparece logo atrás, com cerca de R$ 420,8 milhões. A sigla ganhou destaque após as eleições municipais de 2024, quando se tornou o partido com maior número de prefeitos no país.

A divisão do Fundo Eleitoral segue critérios definidos em lei e leva em conta, principalmente, o desempenho das legendas nas eleições para a Câmara dos Deputados e o tamanho das bancadas no Congresso. Apenas uma pequena parcela do fundo é distribuída de forma igualitária entre todos os partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.

Embora o cálculo oficial da divisão do FEFC seja feito pelo TSE, geralmente divulgado em junho, especialistas apontam que o cenário reforça a desigualdade entre grandes e pequenas legendas e dificulta a renovação política. Mudanças ainda podem ocorrer até lá, especialmente em razão da janela partidária, que permite a troca de partidos por parlamentares.