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Com recorde de homicídios e metade da população na pobreza, governador da Bahia inaugura tubo de água

Por Brasil no Centro Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 10:29 2 min de leitura
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Com recorde de homicídios e metade da população na pobreza, governador da Bahia inaugura tubo de água

Após 20 anos de governos do PT à frente da Bahia, o estado segue acumulando indicadores alarmantes na área social e da segurança pública. Mesmo diante de recordes sucessivos de homicídios, do avanço da pobreza e da consolidação do estado como um dos que mais matam jovens no país, o governador Jerônimo Rodrigues optou por transformar a inauguração de um tubo de água em ato político e peça de propaganda oficial.

A cena, registrada com discursos e fotos, escancara o descompasso entre as prioridades do governo e a realidade vivida pela população. Enquanto comunidades convivem com o medo da violência, a falta de oportunidades e a precariedade dos serviços públicos, o Palácio de Ondina celebra uma intervenção mínima como se fosse uma grande entrega estrutural.

Dados sociais colocam a Bahia entre os estados com maior percentual de pessoas vivendo na pobreza. Na segurança, os números também são dramáticos. O estado figura de forma recorrente entre os líderes nacionais em mortes violentas, especialmente de jovens negros das periferias. Ainda assim, o discurso oficial insiste em normalizar a crise e substituí-la por atos simbólicos de baixo impacto.

A inauguração do encanamento se torna, assim, mais do que um evento isolado. Ela sintetiza um modelo político baseado em retórica social, marketing e gestos performáticos, mas com pouca capacidade de enfrentar problemas estruturais. Em vez de políticas públicas robustas, planejamento de longo prazo e enfrentamento direto da violência e da miséria, sobra a encenação.

Após duas décadas no comando do estado, o PT já não pode atribuir os fracassos a heranças ou adversários. A responsabilidade é direta. E a população baiana, cansada de promessas e gestos vazios, começa a perceber que tubos, fitas cortadas e discursos não resolvem o que há anos é empurrado para debaixo do tapete.