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Polícia de Pernambuco investigou adversários de Raquel Lyra, oposição fala em ‘perseguição política’

Por Brasil no Centro Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 12:00 3 min de leitura
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Polícia de Pernambuco investigou adversários de Raquel Lyra, oposição fala em ‘perseguição política’

A Polícia Civil de Pernambuco se envolveu em uma polêmica investigação que resultou em acusações de perseguição política contra a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB). A crise se instaurou quando policiais civis seguiram o secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro, entre agosto e outubro de 2025. A movimentação, que envolveu até o uso de rastreador em seu veículo, gerou um atrito direto entre o prefeito e a governadora, ambos pré-candidatos ao governo de Pernambuco nas eleições de 2026.

A investigação foi iniciada após uma denúncia anônima, que alegava um suposto pagamento de propina a um servidor público do Recife. No entanto, após meses de monitoramento, nenhuma evidência concreta foi encontrada e, consequentemente, não houve a abertura de um inquérito formal. Apesar disso, as ações dos agentes que incluíram a instalação do rastreador no carro de Monteiro e a troca de mensagens dentro de um grupo policial continuam sendo vistas pela oposição como uma tentativa de espionagem política.

A reação de Raquel Lyra e do secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, foi de defesa da legalidade da operação. Carvalho, em uma nota oficial, afirmou que o procedimento estava dentro da legalidade e que a instalação do rastreador não precisaria de autorização judicial. No entanto, a Prefeitura do Recife criticou fortemente o uso das forças policiais estaduais para fins eleitorais, classificando o episódio como uma “tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política”.

A Polícia Civil de Pernambuco afirmou que a operação, nomeada de “Nova Missão”, foi uma diligência preliminar baseada em uma denúncia anônima e que a investigação seguiu os procedimentos legais. Porém, aliados de Campos, como a deputada federal Maria Arraes (Solidariedade), reagiram com veemência, classificando a ação como “inadmissível” e uma forma de espionagem.

O episódio está gerando fortes críticas políticas e alimentando ainda mais o já acirrado clima de polarização entre as forças que representam Raquel Lyra e João Campos, ambos com interesses eleitorais em 2026. A medida também levanta questionamentos sobre o uso das instituições públicas para fins partidários e eleitorais.