Flávio é o “Bolsonaro que tomou vacina” e vai buscar centro-direita, diz Valdemar

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, está determinado a levar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência para o “tudo ou nada”. O dirigente já traça as estratégias de marketing para projetar o senador como uma versão mais moderada de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente buscando reduzir a alta rejeição de Flávio no campo político.
A principal tática de Valdemar é posicionar Flávio como “o Bolsonaro que tomou a vacina”, diferenciando-o do discurso polêmico e antivacinação de seu pai nas campanhas de 2018 e 2022. Esse movimento visa atrair o eleitorado do centro-direita, especialmente o público mais moderado, e se distanciar da polarização que marcou a figura de Jair Bolsonaro.
Além disso, Valdemar está focado em pacificar as tensões internas do PL, especialmente com Tarcísio de Freitas, o governador de São Paulo. Para isso, o presidente do PL espera uma conversa entre Tarcísio e Jair Bolsonaro para resolver os impasses e evitar maiores ruídos no processo. A visita de Tarcísio a Bolsonaro, que foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser uma chance para consolidar a aliança entre os dois.
No contexto eleitoral, Valdemar está apostando em um trio de figuras para dar ainda mais força à campanha de Flávio. A ideia é contar com Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro (ex-primeira-dama) e Nikolas Ferreira (deputado federal do PL) como os principais cabos eleitorais do senador. Para Valdemar, o engajamento dessas figuras será crucial para nacionalizar a campanha e atrair uma base eleitoral mais ampla.
Apesar do foco em Flávio, algumas lideranças do Centrão acreditam que Tarcísio de Freitas perdeu a oportunidade de se posicionar como uma alternativa viável à candidatura do filho de Bolsonaro. A leitura é de que o governador paulista tinha o momento certo para se lançar como candidato, mas optou por se alinhar a Bolsonaro. Caso o cenário atual se mantenha, a projeção é que Tarcísio só se lance como candidato à Presidência em 2030, sem disputar as eleições de 2026.
Em declarações recentes, Tarcísio reafirmou seu compromisso com a reeleição para o governo paulista e destacou que está “focado” nesse projeto. Para ele, a candidatura de Flávio está se consolidando rapidamente, mas ele não acredita em mudanças nesse quadro, já que o nome Bolsonaro continua forte.