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Rodrigo Pacheco acerta filiação ao União Brasil e embaralha disputa em Minas

Por Brasil no Centro Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 13:22 2 min de leitura
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Rodrigo Pacheco acerta filiação ao União Brasil e embaralha disputa em Minas

O senador Rodrigo Pacheco encaminhou sua saída do PSD e deve se filiar ao União Brasil nas próximas semanas. A mudança partidária ocorre em meio ao redesenho do cenário político em Minas Gerais e à disputa pela sucessão do governador Romeu Zema (Novo).

A decisão está ligada à impossibilidade de Pacheco permanecer no mesmo grupo político do vice-governador Matheus Simões (PSD), lançado como pré-candidato ao governo do estado e apontado como sucessor de Zema. Com isso, a permanência do senador no PSD passou a ser considerada inviável por aliados.

A filiação ao União Brasil é resultado de uma articulação conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que colocou a estrutura do partido à disposição de Pacheco. A expectativa é que o senador defina, nas próximas semanas, se disputará o governo de Minas ou se atuará no fortalecimento da bancada do União no Congresso Nacional.

Paralelamente, o comando do diretório estadual do União Brasil em Minas deverá ser transferido para o deputado federal Rodrigo de Castro, aliado próximo de Pacheco, reforçando a reorganização da sigla no estado.

A migração do senador já era esperada desde o ano passado, quando o PSD confirmou o apoio à candidatura de Matheus Simões. Pacheco é citado nos bastidores como um dos nomes preferidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a disputa ao governo mineiro, embora ainda não tenha anunciado oficialmente seus planos eleitorais.

Enquanto isso, setores do PT discutem alternativas para a eleição em Minas. Uma das possibilidades envolve o apoio ao ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), hipótese que ganhou destaque após declarações públicas do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

A sinalização, no entanto, foi posteriormente relativizada pelo PT, que afirmou que as definições sobre palanques estaduais seguem em debate e serão tratadas pelos diretórios locais. A divergência gerou reação de Kalil, que afirmou, em publicação nas redes sociais, que decidirá de forma independente sobre os apoios em sua eventual candidatura.