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Política

Governo Lula investe quase R$ 150 milhões em redes e criadores de conteúdos pagos

Por Brasil no Centro Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 13:22 3 min de leitura
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Governo Lula investe quase R$ 150 milhões em redes e criadores de conteúdos pagos

O governo federal ampliou de forma significativa o investimento em publicidade digital e na contratação de criadores de conteúdo para divulgar ações, serviços públicos e programas do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre 2024 e 2025, os gastos com anúncios e campanhas na internet somaram R$ 144 milhões, um aumento de cerca de 200% em relação ao período anterior.

A estratégia passou a ganhar força a partir de agosto do ano passado e se intensificou em janeiro, quando o perfil Gov.br no Instagram publicou ao menos 21 vídeos com influenciadores. Ao todo, pelo menos 42 criadores de conteúdo participaram das campanhas, muitos com aparições recorrentes. Entre os temas mais abordados estão mudanças no Imposto de Renda e programas sociais do governo federal.

O reforço na comunicação digital ocorre sob a gestão de Sidônio Palmeira à frente da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Em 2025, a publicidade online representou 27,1% do orçamento total de comunicação do governo, ante 11,5% no ano anterior, quando foram investidos R$ 47 milhões.

Segundo dados oficiais, o valor divulgado considera apenas a veiculação das campanhas, não incluindo custos de produção nem os cachês pagos aos influenciadores, que são contratados por meio de agências de publicidade licitadas. Os valores individuais não são divulgados publicamente.

As campanhas utilizam formatos variados e seguem o estilo próprio dos criadores, com abordagens informais, didáticas ou humorísticas. O modelo também vem sendo adotado por governos estaduais e municipais. No Rio Grande do Sul, criadores foram contratados para divulgar material escolar da rede pública. Em Minas Gerais, influenciadores apresentaram projetos de infraestrutura, como a expansão do metrô de Belo Horizonte. Já em São Paulo, ações digitais abordaram programas sociais, defesa civil e políticas voltadas às mulheres.

Estados e capitais como Salvador, Recife e São Paulo também ampliaram o uso de influenciadores para divulgar turismo, eventos culturais e ações de saúde pública, acompanhando o crescimento dos orçamentos destinados à comunicação digital.

Em nota, a Secom afirmou que o uso de influenciadores reflete mudanças nos hábitos de consumo de informação da população e que as campanhas seguem a legislação vigente, com a gestão financeira realizada por agências contratadas, sem relação direta entre governo e criadores.