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Em ano eleitoral, Caiado revoga Taxa do Agro que prometeu não criar em 2022

Por Brasil no Centro Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 10:16 3 min de leitura
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Em ano eleitoral, Caiado revoga Taxa do Agro que prometeu não criar em 2022

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), anunciou o fim da cobrança do Fundo Estadual de Infraestrutura, conhecido como Taxa do Agro, contribuição criada em 2022 e alvo de forte resistência do setor produtivo desde sua aprovação. A decisão ocorre em ano eleitoral e após mais de três anos de arrecadação do fundo.

Quando a taxa foi instituída, ainda em 2022, Caiado enfrentou críticas de produtores rurais e entidades representativas do agronegócio. À época, o governador havia declarado durante a campanha que não criaria novos tributos. Meses depois, no entanto, encaminhou o projeto que resultou na criação do Fundeinfra.

Ao anunciar a revogação, Caiado justificou a medida com base nas dificuldades econômicas enfrentadas pelo setor, citando problemas climáticos, aumento nos custos de produção e queda no preço das commodities. O vice-governador Daniel Vilela (MDB), apontado como nome do grupo governista para a sucessão estadual, afirmou que o fundo cumpriu seu papel e que a extinção da cobrança representa apoio ao agronegócio goiano.

A Taxa do Agro, contudo, sempre gerou forte rejeição entre produtores rurais, especialmente em regiões onde o setor tem peso decisivo na economia e na formação da opinião pública. A cobrança se tornou símbolo de desgaste político para o governo estadual, sendo frequentemente citada por lideranças do campo como exemplo de aumento de carga sobre a produção.

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que já anunciou intenção de disputar novamente o Palácio das Esmeraldas em 2026, vinha defendendo publicamente a revogação da taxa. Em declarações recentes, afirmou que, se eleito, extinguiria a cobrança por entender que ela penaliza o setor produtivo em um momento de alta nos custos e instabilidade no mercado.

Com a decisão anunciada agora, aliados de Marconi avaliam que o governo tenta reduzir o desgaste acumulado junto ao agronegócio e neutralizar uma das principais bandeiras da oposição. A leitura nos bastidores é que o movimento busca fortalecer Daniel Vilela diante de um eleitorado estratégico e conter o avanço tucano entre produtores rurais.

Após mais de três anos de arrecadação, o fim da Taxa do Agro recoloca o tema no centro da disputa política em Goiás. Para o governo, a medida representa sensibilidade diante do cenário econômico. Para a oposição, o timing da decisão evidencia o peso do calendário eleitoral na condução da política fiscal do estado.