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Documento interno do PL aponta que Mateus Simões “puxa Flávio para baixo” em Minas

Por Brasil no Centro Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 11:12 3 min de leitura
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Documento interno do PL aponta que Mateus Simões “puxa Flávio para baixo” em Minas

Minas Gerais se tornou um ponto de alerta dentro da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Um documento interno discutido pela cúpula do PL nesta semana traz uma avaliação direta sobre o cenário no estado: o vice-governador Mateus Simões (PSD), possível candidato ao governo mineiro, “me puxa para baixo”.

A anotação manuscrita integra um rascunho intitulado “situação nos estados”, debatido em reunião que contou com a presença de Flávio, do presidente do partido, Valdemar Costa Neto (PL), e do senador Rogério Marinho (PL-RN). O papel reúne avaliações estratégicas sobre palanques estaduais e nomes ao Senado.

No trecho referente a Minas Gerais, a observação é clara e política. A eventual candidatura de Simões ao governo é vista como risco para o desempenho presidencial de Flávio no segundo maior colégio eleitoral do país.

A nota segue com outra advertência estratégica. “Se for candidato, Cleitinho e Pacheco também são”, registra o documento, em referência aos senadores Cleitinho (Republicanos-MG) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), este último apontado como possível nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado.

A leitura interna do PL sugere temor de fragmentação da direita mineira e pulverização de votos, cenário que poderia comprometer o palanque presidencial de Flávio em Minas. O estado é considerado decisivo em qualquer disputa ao Planalto.

Diante da fragilidade do cenário, o partido avalia alternativas. O nome do presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, aparece como possibilidade para o governo estadual, com a anotação “conversa com Nikolas”, em referência ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que chegou a ser cotado para disputar o Executivo mineiro, mas não demonstrou disposição para entrar na corrida.

Na disputa ao Senado, o documento registra os nomes de Carlos Viana (Podemos-MG), Marcelo Aro (PP), Eros Biondini (PL) e Domingos Sávio (PL), mas apenas Viana e Sávio aparecem com marcações manuscritas de endosso.

O conteúdo revela que, a poucos meses da eleição, Minas é visto como território ainda indefinido dentro do PL. A avaliação de que um candidato estadual pode “puxar para baixo” o presidenciável evidencia o grau de preocupação com a formação de palanques fortes e alinhados à estratégia nacional.

Minas Gerais historicamente influencia o resultado da eleição presidencial. O diagnóstico interno do PL mostra que, para Flávio Bolsonaro, o estado ainda é um ponto sensível na construção de sua base eleitoral.