
Integrantes do Partido dos Trabalhadores divergiram da estratégia adotada pelo governo federal para conter o desgaste com o eleitorado evangélico após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro.
Nos bastidores, dirigentes do partido e integrantes do Palácio do Planalto discutem os impactos do episódio, em meio à divulgação de pesquisas que indicam queda na popularidade do presidente e avanço do senador Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.
A ala intitulada “Neoconservadores em conserva”, apresentada no desfile, gerou reação de grupos religiosos. Desde então, ministros e parlamentares têm adotado estratégias distintas para lidar com a repercussão. Parte do PT avalia que a comunicação do governo não tem sido suficiente para conter o desgaste.
O presidente afirmou que pretende visitar a escola para agradecer a homenagem e declarou que não cabe ao chefe do Executivo opinar sobre carros alegóricos. Enquanto isso, integrantes do partido defendem maior aproximação institucional com lideranças religiosas.
O segmento evangélico representa cerca de 30% do eleitorado brasileiro e é considerado estratégico nas articulações para 2026.