Lula diz que é “um cara de sorte” e pede voto em quem “tem sorte” durante evento em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, em São Paulo, que a trajetória política também depende de sorte e sugeriu que eleitores apoiem candidatos que tenham essa característica. A declaração ocorreu durante um discurso em evento que reuniu autoridades do governo federal, lideranças sindicais e representantes do setor produtivo.
Ao falar sobre o desempenho da economia brasileira, Lula (PT) afirmou que os resultados obtidos por sua gestão são frequentemente atribuídos à sorte por críticos e opositores. O presidente disse considerar a expressão adequada e declarou que se vê como alguém que teve sorte ao longo da vida pública.
Durante o discurso, Lula citou indicadores econômicos recentes e afirmou que o país vive um momento positivo em áreas como geração de empregos, crescimento da massa salarial, exportações e produção agrícola. Segundo ele, esses resultados refletem as políticas adotadas pelo governo federal.
Em meio à fala, o presidente afirmou que eleitores deveriam considerar esse fator na escolha de candidatos nas próximas eleições. Lula declarou que, quando chegar o momento da disputa eleitoral, as pessoas deveriam votar em quem tem sorte, acrescentando que quem tem azar não consegue avançar na vida pública.
O evento ocorreu no contexto de debates sobre políticas voltadas ao mercado de trabalho e reuniu integrantes do governo federal. Entre os presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
A fala do presidente ocorre em um momento em que o cenário político começa a se movimentar com a aproximação das eleições. Pela legislação eleitoral brasileira, pedidos explícitos de voto são proibidos antes do início oficial da campanha, que ocorre após o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
Situações semelhantes já foram analisadas pela Justiça Eleitoral em outros momentos. Em 2024, durante o período de pré-campanha das eleições municipais, Lula fez uma declaração de apoio ao então candidato Guilherme Boulos (PSOL) em um evento político na capital paulista. O episódio resultou em processo judicial e aplicação de multa pela Justiça Eleitoral.
O discurso desta semana volta a inserir o presidente no centro das discussões sobre o ambiente político e eleitoral no país, ao mesmo tempo em que o governo procura destacar indicadores econômicos como elemento central de sua narrativa pública.