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Sérgio Moro acerta ida ao PL para disputar o governo do Paraná com apoio de Flávio Bolsonaro

Por Brasil no Centro Publicado em 19 de março de 2026 às 11:33 3 min de leitura
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Sérgio Moro acerta ida ao PL para disputar o governo do Paraná com apoio de Flávio Bolsonaro

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - 2025 (CPMI - INSS) realiza reunião para analisar 97 requerimentos, entre eles convocações de ex-dirigentes do INSS. O objetivo da comissão é investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. A CMPI é formada por senadores e deputados, num total de 32 titulares e igual número de suplentes. Em pronunciamento, à bancada, senador Sergio Moro (União-PR). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A movimentação de Sergio Moro redesenhou o tabuleiro eleitoral no Paraná. O senador acertou a saída do União Brasil e deve oficializar nos próximos dias sua filiação ao PL para disputar o governo do estado em 2026, numa operação que conta com o apoio direto de Flávio Bolsonaro e da cúpula nacional da legenda.

A decisão foi fechada após conversas com dirigentes partidários em Brasília e encerra semanas de especulação sobre o destino político do ex-juiz da Lava Jato. Embora ainda contasse com respaldo de setores do União Brasil, Moro enfrentava resistências dentro da federação com o PP no Paraná, o que reduziu o espaço para uma candidatura com unidade no campo da centro-direita.

Com a mudança, o PL passa a apostar em um nome de alta exposição para a disputa estadual e tenta transformar o capital eleitoral de Moro em palanque robusto no Sul do país. A filiação também reforça a estratégia do partido de alinhar candidaturas estaduais competitivas à pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Nos bastidores, a avaliação é que Moro chega ao novo partido com a promessa de estrutura, tempo de campanha e apoio político mais organizado do que teria em sua antiga sigla. Pesquisas recentes de intenção de voto, que colocam o senador em posição de destaque no cenário paranaense, ajudaram a acelerar a decisão e deram ao PL um argumento adicional para bancar sua entrada de vez na disputa.

A mudança partidária ocorre num momento em que o Paraná se firma como uma das arenas mais relevantes da eleição de 2026. O estado tem peso estratégico para a direita e para o centro democrático, além de concentrar lideranças que buscam protagonismo nacional. Nesse contexto, a ida de Moro para o PL amplia a competição e deve provocar rearranjos entre partidos que ainda tentam definir seus nomes para o governo.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já vinha defendendo a construção de alianças fortes nos estados, será um dos fiadores políticos da candidatura. A aproximação entre os dois não é nova, mas ganhou densidade nas últimas semanas, quando as negociações avançaram e o desenho eleitoral do Paraná passou a ser tratado também como peça importante da articulação nacional do PL.

No União Brasil, a saída de Moro representa a perda de um dos quadros mais conhecidos da legenda no país. Ainda que setores do partido sinalizassem disposição para apoiá-lo, as dificuldades locais e o desconforto de aliados influenciaram o desfecho. A leitura entre interlocutores do senador é que permanecer significaria conviver com incertezas justamente no momento em que a pré-campanha exige definição, palanque e clareza de rumo.

A expectativa agora é pela formalização da filiação e pelo início de uma nova etapa da pré-campanha, com agenda voltada à consolidação do nome de Moro no interior do Paraná e à montagem de uma chapa competitiva. A entrada no PL, além de reorganizar o cenário estadual, reforça a tendência de polarização no debate político local, ao mesmo tempo em que pressiona outras forças a reagirem com rapidez.