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Supremo caminha para anular decisão de Mendonça sobre CPI do INSS

Por Brasil no Centro Publicado em 27 de março de 2026 às 10:46 3 min de leitura
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Supremo caminha para anular decisão de Mendonça sobre CPI do INSS

O Supremo Tribunal Federal deve rever a decisão do ministro André Mendonça (STF) que determinou a prorrogação da CPI do INSS no Senado, em um julgamento que ganhou peso político e institucional em Brasília. A tendência majoritária entre os ministros é pela derrubada da medida, o que pode encerrar os trabalhos da comissão já nos próximos dias.

A decisão de Mendonça havia determinado que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), adotasse providências para estender o funcionamento da CPI, após a apresentação de assinaturas suficientes para o pedido. O movimento foi interpretado por parlamentares como uma tentativa de garantir a continuidade das investigações, especialmente diante do avanço de apurações sensíveis.

Nos bastidores do Supremo, no entanto, prevalece o entendimento de que a prorrogação de uma comissão parlamentar de inquérito não se enquadra automaticamente no direito das minorias, como ocorre na sua criação. A avaliação de parte dos ministros é de que a extensão do prazo depende de decisão política da presidência do Senado, sem imposição direta do Judiciário.

Davi Alcolumbre (União Brasil) optou por aguardar a definição do plenário da Corte antes de tomar qualquer medida, em uma estratégia alinhada ao governo federal para evitar o avanço imediato da comissão. A expectativa é que o Supremo se manifeste antes que a decisão de Mendonça produza efeitos práticos no Congresso.

O julgamento também tem impacto direto sobre o futuro das investigações em curso. A CPI do INSS vinha ampliando seu escopo para alcançar outros temas, incluindo suspeitas relacionadas a operações financeiras e possíveis conexões com figuras próximas ao poder. Caso a decisão de Mendonça seja revertida, essas apurações podem ser interrompidas ou redirecionadas para outras comissões.

Além disso, o caso se tornou um termômetro para medir o posicionamento dos ministros sobre os limites de atuação das CPIs. A Corte também deverá analisar, em breve, decisões relacionadas à quebra de sigilo de investigados, incluindo medidas que atingiram o empresário Fábio Luís Lula da Silva (PT), o Lulinha.

A discussão ocorre em meio a um ambiente de tensão entre os Poderes, com parte do Judiciário sinalizando disposição para impor limites às investigações parlamentares, enquanto setores do Congresso defendem a autonomia das CPIs como instrumento de fiscalização.

O desfecho do julgamento tende a influenciar não apenas o destino da CPI do INSS, mas também o alcance de futuras investigações no Congresso Nacional, em um momento em que casos sensíveis continuam a pressionar o ambiente político em Brasília.