
A nova rodada da pesquisa Atlas/Arko, divulgada nesta semana, revela um dado que acende alerta no Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga o índice de rejeição entre os nomes testados para a sucessão presidencial. Segundo o levantamento, 50,6% dos entrevistados afirmam que não votariam no atual chefe do Executivo, enquanto 24% dizem o mesmo em relação ao senador Flávio Bolsonaro.
Lula (PT) aparece com rejeição mais que o dobro da registrada por Flávio, possível representante do campo conservador na disputa nacional. O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi citado na pesquisa e apresentou índice ainda menor de rejeição direta entre os entrevistados.
O estudo ouviu 4.224 eleitores entre os dias 16 e 23 de março e está registrado sob o número BR-06058/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Além da rejeição espontânea, o levantamento mediu o grau de antipatia em uma escala de um a dez. Nesse recorte, 53% atribuíram a Lula a nota mínima, caracterizando antipatia total. Flávio Bolsonaro registrou 52% nesse mesmo indicador, revelando que, embora tenha menor rejeição declarada, também enfrenta forte resistência em parcelas do eleitorado.
Outro dado relevante mostra que 57,8% afirmam que não mudariam sua rejeição “em hipótese alguma”, independentemente de desempenho ou resultados. Apenas 16,5% dizem que poderiam rever sua posição diante de entregas concretas ou projetos considerados positivos.
Os números evidenciam o desgaste do governo federal em um ambiente de alta polarização e reforçam a percepção de que a sociedade brasileira permanece dividida. Ao mesmo tempo, o cenário sugere espaço para candidaturas que consigam dialogar com eleitores cansados do confronto permanente entre extremos ideológicos.
A rejeição elevada ao atual presidente ocorre em meio a desafios econômicos, ruídos institucionais e promessas de campanha ainda sob cobrança. Enquanto isso, o campo conservador também enfrenta resistência significativa, indicando que a eleição de 2026 poderá ser definida menos pela militância e mais pela capacidade de construção de pontes políticas.