
O pré-candidato à presidência Augusto Cury (Avante), psiquiatra e escritor, se posicionou como uma alternativa à polarização política do Brasil e afirmou que a sua candidatura não será vinculada nem ao campo petista nem ao bolsonarista. Em entrevista recente, Cury se autodenominou como alguém com “mente capitalista e coração social”, uma visão que ele chama de “capsocial”, e que, segundo ele, é capaz de conciliar o desenvolvimento econômico com políticas sociais eficazes.
Cury explicou que a sua proposta é criar um modelo de país que combine liberdade econômica com proteção social, destacando que sua plataforma se concentrará na construção de um Brasil mais equilibrado, onde o desenvolvimento e o bem-estar social possam coexistir. Ao discutir o panorama eleitoral, o pré-candidato evitou tomar partido entre as figuras de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro, mas não deixou de elogiar aspectos das gestões de ambos. Para Cury, Bolsonaro, apesar das críticas, se destaca por seu apoio à liberdade de negócios e de expressão, enquanto Lula é reconhecido por sua preocupação com os direitos humanos e os mais necessitados, especialmente com programas como o Bolsa Família.
Na tentativa de se distanciar da polarização, Cury também defendeu a ampliação do debate político e o fortalecimento da “terceira via”, que acredita ser essencial para o futuro do país. Ele mencionou que seu objetivo é disputar o segundo turno das eleições e não se deixar prender pelas divisões políticas, enfatizando sua missão de trabalhar pelo Brasil de forma pragmática e focada nas necessidades reais da população.