
Carlos Bolsonaro, ex-vereador no Rio de Janeiro e agora candidato ao Senado por Santa Catarina, está enfrentando críticas de eleitores locais, que veem sua candidatura como um claro movimento de oportunismo político. Apesar de ter renunciado ao cargo de vereador em dezembro de 2025 para disputar uma vaga no Senado, ele não conseguiu evitar a desconfiança de uma parte significativa da população de Santa Catarina, que considera sua decisão contrária aos interesses do estado. A pesquisa realizada pela AtlasIntel, na semana passada, revelou que quase metade dos eleitores de Santa Catarina (49%) acredita que a candidatura de Carlos Bolsonaro não é benéfica para o estado e classifica o movimento como uma tentativa de aproveitar a popularidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível e condenado.
A candidatura de Carlos foi impulsionada pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Melo (PL), que tenta sua reeleição. No entanto, apesar do apoio do governador, a movimentação de Carlos Bolsonaro gerou desconforto entre os eleitores. A decisão de migrar de estado e tentar se eleger senador foi vista por muitos como uma tentativa de “transferir votos” de um nome forte como o de Jair Bolsonaro para consolidar o poder político da família, algo que não caiu bem entre a população local.
A pesquisa ainda aponta que uma pequena parcela, cerca de 20,6% dos entrevistados, entende a decisão de Jair Bolsonaro como legítima, mas a maioria dos eleitores não vê com bons olhos a estratégia. Essa reação negativa se reflete em uma crescente sensação de desconfiança entre os eleitores catarinenses, que preferem ver candidatos locais mais comprometidos com as demandas do estado.
A candidatura de Carlos Bolsonaro se insere em um cenário de polarização política, no qual as estratégias de transferência de votos por parte dos membros da família Bolsonaro têm sido questionadas, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelo ex-presidente.