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CPI do Crime termina com pedido de impeachment de Moraes, Toffoli e Gilmar

Por Brasil no Centro Publicado em 15 de abril de 2026 às 13:12 3 min de leitura
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CPI do Crime termina com pedido de impeachment de Moraes, Toffoli e Gilmar

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, após meses de investigações, apresentou seu relatório final nesta terça-feira (15), pedindo o impeachment de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O parecer foi assinado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e sugere que os ministros tenham cometido crimes de responsabilidade, o que pode resultar em um processo de impeachment no Senado.

O relatório destaca que os ministros interferiram nas investigações conduzidas pela CPI, com decisões que comprometeram a apuração de fatos relevantes. No caso de Toffoli, o parecer menciona sua atuação em processos onde ele deveria ter se declarado impedido, como no caso do Banco Master. Moraes e Gilmar Mendes também foram citados por decisões que limitaram o alcance das apurações da comissão, como a anulação de quebras de sigilo e a inutilização de dados obtidos durante as investigações.

Apesar do impacto das decisões do STF sobre o andamento das investigações, o relatório da CPI também destaca a dificuldade de aprofundar algumas linhas de investigação, em razão de limitações estruturais, como a falta de equipe técnica especializada e a não prorrogação do prazo da comissão. O documento também aponta a forte judicialização dos trabalhos da CPI, com investigações sendo interrompidas por decisões do STF e recorrendo a apelos para barrar medidas aprovadas pela comissão.

Além do pedido de impeachment contra os ministros, o relatório propôs a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, um dos maiores focos de atuação do crime organizado no Brasil. O texto argumenta que o estado enfrenta uma crise institucional no combate ao crime, com a presença de facções criminosas e milícias que controlam vastas áreas urbanas. A proposta de intervenção visa reestruturar as forças de segurança e recuperar o controle dos territórios dominados por facções.

O parecer também faz recomendações para fortalecer a legislação de combate à lavagem de dinheiro, ampliar os mecanismos de rastreamento de fluxos financeiros ilícitos e melhorar a cooperação entre órgãos de inteligência. Essas mudanças seriam essenciais para enfrentar a crescente infiltração do crime organizado em setores econômicos formais, como o mercado imobiliário, combustíveis e até mesmo fintechs e criptomoedas.

No entanto, o relatório não incluiu pedidos de indiciamento para operadores financeiros ou empresários diretamente ligados ao esquema do Banco Master, sugerindo que esses casos precisam ser aprofundados em outras frentes investigativas.