Aliada de Frei Gilson, deputada do PP surge como ‘vice católica’ para Flávio Bolsonaro

A proximidade com Frei Gilson colocou a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) no centro das articulações para a sucessão presidencial de 2026. A parlamentar passou a ser citada nos bastidores como possível candidata a vice-presidente em uma eventual chapa liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em movimento que busca ampliar espaço entre eleitores católicos e segmentos religiosos conectados às redes sociais.
Nos últimos dias, dirigentes do Progressistas em São Paulo intensificaram conversas para defender o nome da deputada como alternativa competitiva dentro de uma aliança de centro-direita. Simone reúne perfil político, presença digital e ligação pública com lideranças católicas de grande alcance, entre elas Frei Gilson, nome de forte influência no ambiente religioso online.
Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que o campo evangélico já apresenta maior proximidade histórica com o bolsonarismo, enquanto o eleitorado católico segue mais fragmentado e em disputa. Pesquisas recentes indicam cenário mais equilibrado nesse segmento, o que aumentou a busca por nomes capazes de construir pontes fora do núcleo ideológico tradicional.
A eventual escolha de uma vice ligada ao catolicismo teria peso simbólico e eleitoral. Diferentemente de outras bases religiosas mais descentralizadas, o universo católico combina tradição institucional com novas lideranças digitais que vêm ganhando espaço entre jovens e famílias.
É justamente nesse ambiente que Simone Marquetto passou a ser observada como ativo político. A deputada tem participado de agendas religiosas, missas, encontros de fé e conteúdos públicos ligados à devoção católica, fortalecendo sua imagem em nichos específicos do eleitorado.
O avanço dessa discussão também mostra como a política brasileira mudou. Campanhas nacionais têm apostado cada vez mais em figuras com capacidade de comunicação direta e conexão emocional com públicos segmentados, reduzindo dependência exclusiva das estruturas partidárias clássicas.
Mesmo sem definição oficial, a movimentação indica que a disputa presidencial de 2026 será travada também no campo dos eleitores moderados e religiosos. Em um país cansado da polarização permanente, o centro democrático segue como espaço decisivo para qualquer candidatura viável.