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Política

Moraes autoriza prisão domiciliar para idosos presos no 8 de janeiro

Por Brasil no Centro Publicado em 27 de abril de 2026 às 15:16 2 min de leitura
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Moraes autoriza prisão domiciliar para idosos presos no 8 de janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a transferência para prisão domiciliar de ao menos 18 condenados pelos atos de 8 de janeiro que possuem mais de 60 anos. A medida alcança idosos que cumpriam pena em regime fechado e recoloca no centro do debate nacional a discussão sobre dosimetria das penas e critérios humanitários no sistema de Justiça.

Entre os beneficiados está Maria de Fátima Mendonça Jacinto, conhecida nacionalmente como Fátima de Tubarão. Condenada a 17 anos de prisão, ela poderá cumprir o restante da pena em casa, mediante cumprimento de exigências determinadas pelo Supremo.

Nas decisões, Moraes argumentou que o atual estágio de execução penal permite a adoção do regime domiciliar em casos específicos. O magistrado também citou entendimento consolidado da Corte segundo o qual presos em condições de saúde delicadas ou com necessidades médicas especiais podem receber tratamento humanitário compatível com a legislação.

Os beneficiados terão de usar tornozeleira eletrônica e seguir uma série de restrições. Entre elas estão suspensão de passaporte, proibição de deixar o país, impedimento de utilizar redes sociais e limitação de contatos com outros envolvidos nos processos. Visitas presenciais também dependerão de regras previamente autorizadas.

A decisão ocorre em momento sensível no Congresso Nacional, onde parlamentares discutem alternativas legislativas relacionadas às penas aplicadas aos envolvidos nos atos de janeiro de 2023. O tema divide opiniões entre defensores de punições exemplares e setores que cobram revisão de sentenças consideradas excessivas.

Juristas lembram que a firmeza institucional no combate a ataques à democracia não exclui o dever permanente de respeito à proporcionalidade, individualização da pena e garantias constitucionais. Esse equilíbrio é apontado como essencial para preservar tanto a ordem pública quanto a credibilidade das instituições.

O episódio também evidencia como o país ainda convive com os reflexos políticos e jurídicos da radicalização dos últimos anos. Em vez de alimentar extremos, cresce entre amplos setores da sociedade a demanda por serenidade institucional, segurança jurídica e reconciliação nacional dentro da lei.