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Governo quer 2 anos de transição para fim da escala 6×1

Por Brasil no Centro Publicado em 4 de maio de 2026 às 13:06 2 min de leitura
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Governo quer 2 anos de transição para fim da escala 6×1

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a articulação política para reduzir o prazo de transição no processo de extinção da escala de trabalho 6×1. A proposta defendida pelo Palácio do Planalto prevê um período máximo de dois anos para adaptação do mercado, com redução gradual da jornada semanal até atingir o modelo 5×2.

A iniciativa ocorre em meio ao avanço da proposta no Congresso Nacional e à pressão de diferentes setores da economia. Representantes do setor de serviços e sindicatos patronais têm defendido um prazo maior, de até quatro anos, sob o argumento de que a mudança exige reestruturação operacional e pode impactar custos e produtividade no curto prazo.

Pelo modelo em discussão, a carga horária semanal atual de 44 horas seria reduzida progressivamente até chegar a 40 horas. A intenção do governo é acelerar esse processo, antecipando os efeitos da mudança e consolidando uma nova lógica nas relações de trabalho antes do próximo ciclo eleitoral.

No Congresso, o tema também provoca divergências. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem sinalizado que um prazo mais longo poderia facilitar a adaptação do mercado, enquanto o relator da proposta, Leo Prates (Republicanos-BA), trabalha com a hipótese de uma transição mais curta, alinhada à estratégia do governo.

Nos bastidores, lideranças políticas buscam construir um texto que equilibre as demandas sociais por melhores condições de trabalho com a necessidade de previsibilidade econômica. A tramitação ocorre sob pressão de calendário, já que há interesse em concluir a votação antes do início do período eleitoral.

A discussão sobre a jornada de trabalho se insere em um debate mais amplo sobre produtividade, geração de empregos e competitividade da economia brasileira. Em um cenário de crescimento ainda instável, especialistas apontam que mudanças estruturais exigem planejamento e diálogo entre os setores público e privado.

Ao mesmo tempo, o tema reforça a necessidade de políticas que conciliem modernização das relações de trabalho com responsabilidade fiscal e segurança jurídica, pilares frequentemente defendidos por correntes do centro democrático como caminho para reformas sustentáveis e duradouras.