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PF prende deputado do Avante no Rio por corrupção na educação

Por Brasil no Centro Publicado em 5 de maio de 2026 às 15:38 2 min de leitura
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PF prende deputado do Avante no Rio por corrupção na educação

A Polícia Federal intensificou nesta terça-feira uma investigação sobre desvios de recursos públicos na área da educação no Rio de Janeiro e prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ). A ação faz parte de mais uma fase de uma operação que apura a existência de um esquema estruturado de fraudes em contratos públicos, com indícios de envolvimento de agentes políticos e organizações criminosas.

Segundo os investigadores, o grupo atuava no direcionamento de contratações de serviços e fornecimento de materiais para unidades da rede estadual de ensino. A suspeita é de que empresas previamente selecionadas eram beneficiadas em processos que deveriam seguir critérios legais, comprometendo a transparência e a eficiência do uso de recursos públicos.

As apurações também indicam que parte do dinheiro desviado era submetida a mecanismos de ocultação, com a utilização de empresas ligadas ao setor de combustíveis. Nesse modelo, os valores ilícitos eram misturados a receitas legítimas, dificultando o rastreamento da origem dos recursos.

A operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes cidades do estado, incluindo a capital e municípios do interior. As ordens foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, diante do envolvimento de autoridades com foro privilegiado.

As investigações fazem parte de uma força-tarefa voltada ao combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, com foco na identificação de conexões entre estruturas criminosas e agentes públicos. Em fases anteriores da operação, outras autoridades também foram alvo de medidas judiciais, ampliando o alcance das apurações.

Em nota, a defesa do parlamentar afirmou que ele confia na Justiça e que irá apresentar esclarecimentos ao longo do processo. O caso segue sob investigação e pode ter novos desdobramentos à medida que a Polícia Federal aprofunda a análise das provas coletadas.

O episódio reforça a preocupação com a integridade da gestão pública, especialmente em áreas sensíveis como a educação, e reacende o debate sobre mecanismos de controle e transparência no uso de recursos destinados a serviços essenciais.