Deixando PT e PL para trás, Vilela e Marconi iriam ao 2˚ turno em Goiás, diz Quaest

Pesquisa mostra disputa concentrada entre MDB e PSDB em Goiás, enquanto candidatos ligados aos extremos aparecem atrás no cenário estadual.

Deixando PT e PL para trás, Vilela e Marconi iriam ao 2˚ turno em Goiás, diz Quaest

A corrida pelo Governo de Goiás em 2026 começa a desenhar um cenário de forte polarização entre grupos de centro e centro-direita no estado. Levantamento divulgado pela Quaest aponta o vice-governador Daniel Vilela (MDB) na liderança da disputa, com 33% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que aparece com 21%.

Os números colocam os dois nomes em posição confortável para um eventual segundo turno, deixando para trás candidatos ligados aos polos ideológicos nacionais. A deputada federal Adriana Accorsi (PT) registra 10%, enquanto o senador Wilder Morais (PL) soma 9%.

O cenário reforça a tendência de uma eleição marcada por nomes com forte presença administrativa e experiência de gestão em Goiás. Tanto Vilela quanto Marconi concentram apoio em segmentos do eleitorado que buscam estabilidade política, desenvolvimento regional e maior previsibilidade econômica em meio ao ambiente de tensão nacional.

Marconi Perillo (PSDB), que governou Goiás por quatro mandatos, tem intensificado movimentos políticos no estado e retomado agendas regionais, defendendo uma visão de gestão voltada para inovação, infraestrutura e atração de investimentos. Nos bastidores, aliados avaliam que o tucano ainda possui forte capital político e elevada capacidade de transferência de votos em diversas regiões goianas.

Já Daniel Vilela (MDB) tenta consolidar a herança administrativa do atual grupo político no comando do estado e ampliar sua presença junto ao eleitorado moderado. O emedebista vem apostando em agendas institucionais e na continuidade de projetos em andamento para fortalecer sua pré-candidatura.

A pesquisa também mostra um índice elevado de indefinição. Segundo o levantamento, 15% dos entrevistados disseram estar indecisos, enquanto 22% afirmaram que pretendem votar em branco, anular ou ainda não escolheram candidato.

O resultado indica que o cenário eleitoral em Goiás segue aberto e pode sofrer mudanças ao longo dos próximos meses, especialmente com o avanço das articulações partidárias e da consolidação das chapas estaduais.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 28 de abril. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-00211/2026. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.