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Política

Oposição monta estratégia para impedir fim da escala 6×1

Por Brasil no Centro Publicado em 11 de maio de 2026 às 13:17 3 min de leitura
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Oposição monta estratégia para impedir fim da escala 6×1

O avanço da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 passou a mobilizar intensamente os bastidores do Congresso Nacional. Lideranças da oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começaram a desenhar uma estratégia para retardar a tramitação da PEC e impedir que o tema ganhe força política antes das eleições presidenciais de 2026.

A avaliação de parlamentares contrários à proposta é de que a discussão possui forte apelo popular e pode acabar sendo utilizada eleitoralmente pelo Palácio do Planalto. Por isso, senadores aliados ao campo de oposição têm buscado construir um movimento para empurrar a votação para depois do período eleitoral.

Nos bastidores, integrantes da oposição procuraram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para defender uma articulação junto ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o objetivo de reduzir o ritmo de tramitação da matéria na Câmara dos Deputados.

A estratégia envolve ampliar o debate nas comissões e prolongar as discussões até junho. Com isso, a proposta chegaria ao Senado em um período tradicionalmente marcado por baixa atividade legislativa, devido às festas juninas, convenções partidárias e à movimentação política pré-eleitoral.

O cálculo político feito pela oposição considera que, caso a PEC avance lentamente durante o segundo semestre, a análise definitiva da proposta acabaria ficando para depois das eleições de 2026. Ainda assim, interlocutores reconhecem que o movimento exige cautela, já que qualquer tentativa mais explícita de barrar a pauta pode gerar desgaste diante da opinião pública.

A discussão sobre a jornada de trabalho ganhou espaço nacional nos últimos meses em meio ao debate sobre qualidade de vida, produtividade e relações trabalhistas. Ao mesmo tempo, setores empresariais e parte do Congresso demonstram preocupação com os impactos econômicos de mudanças abruptas no modelo atual.

Mesmo com resistências internas, Hugo Motta já teria sinalizado ao Senado a intenção de cumprir o calendário negociado com o governo federal, que prevê a votação da PEC ainda neste mês na Câmara dos Deputados.

O tema deve permanecer no centro do debate político nos próximos meses, especialmente em um ambiente de forte disputa entre propostas econômicas, pressão social e reorganização das forças políticas para 2026.