Azambuja lidera corrida ao Senado em MS e disputa pela segunda vaga fica acirrada entre Contar e Nelsinho

Levantamento Real Time Big Data mostra ex-governador na dianteira da disputa em Mato Grosso do Sul enquanto cenário revela fragmentação da base governista e dificuldade do PT em avançar no estado

Azambuja lidera corrida ao Senado em MS e disputa pela segunda vaga fica acirrada entre Contar e Nelsinho

O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) aparece na liderança da disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul, segundo levantamento divulgado pelo instituto Real Time Big Data. A pesquisa aponta um cenário de forte competitividade pela segunda vaga, com Capitão Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD) tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 9 e 11 de maio de 2026 e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número MS-06412/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Reinaldo Azambuja (PL), ex-governador do estado e uma das principais lideranças políticas do Centro-Oeste, aparece com 29% das intenções de voto. O desempenho reforça sua força eleitoral mesmo após deixar o comando do Executivo estadual e consolida seu protagonismo no cenário sul-mato-grossense.

Na disputa pela segunda vaga ao Senado, Capitão Contar (PL) soma 18%, enquanto Nelsinho Trad (PSD) registra 17%. O equilíbrio entre os dois evidencia uma corrida aberta e marcada pela busca de consolidação entre eleitorados distintos dentro do campo conservador e moderado.

A senadora Soraya Thronicke (PSB) aparece com 10%, seguida pelo deputado federal Vander Loubet (PT), que tem 9%. O desempenho do petista mantém o partido distante das primeiras posições em um estado historicamente resistente ao avanço do lulismo nacional.

Beto do Movimento (PSOL) e Daniel Junior (Agir) aparecem com 2% cada. Os eleitores que disseram não saber ou não responderam somam 6%, enquanto votos brancos e nulos representam 7%.

O cenário reforça a tendência de fortalecimento de nomes ligados à centro-direita em Mato Grosso do Sul, especialmente figuras com histórico administrativo consolidado e forte presença regional. A eleição para o Senado deve ganhar ainda mais intensidade nos próximos meses, diante da importância estratégica do estado para a composição das forças políticas nacionais em 2027.