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Após Vorcaro, União Progressistas e Republicanos repensam aliança com Flávio

Por Brasil no Centro Publicado em 15 de maio de 2026 às 19:51 3 min de leitura
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Após Vorcaro, União Progressistas e Republicanos repensam aliança com Flávio

A divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro provocou um novo abalo nas articulações da direita para as eleições presidenciais de 2026. Lideranças do União Progressistas e do Republicanos passaram a defender cautela nas negociações com o pré-candidato do PL após o avanço das investigações relacionadas ao Banco Master e à repercussão negativa do caso nos bastidores de Brasília.

Integrantes do chamado Centrão admitem reservadamente que o episódio trouxe desgaste político relevante para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobretudo diante da quebra de narrativa envolvendo sua relação com Vorcaro. A avaliação dentro dessas legendas é que ainda não há clareza sobre o impacto eleitoral da crise, mas o ambiente passou a exigir prudência antes de qualquer anúncio formal de aliança.

Nas últimas semanas, dirigentes da federação União Brasil e PP vinham intensificando conversas com interlocutores de Flávio Bolsonaro. O desenho discutido incluía uma composição nacional com flexibilidade regional para acomodar estados mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora, porém, o clima mudou.

Lideranças partidárias decidiram aguardar novas pesquisas eleitorais e monitorar possíveis desdobramentos do caso antes de avançar nas negociações. O temor predominante é de que novos vazamentos ou revelações aprofundem o desgaste do senador e contaminem partidos que hoje tentam preservar um discurso de estabilidade e responsabilidade institucional.

No Republicanos, onde setores da legenda defendiam aproximação com o PL, também houve esfriamento das conversas. Parlamentares próximos à direção nacional passaram a enxergar riscos políticos em uma adesão precipitada, principalmente diante da crescente tensão interna no grupo bolsonarista.

Aliados de Flávio reconhecem que o episódio abriu uma crise de confiança dentro do próprio entorno político do senador. Interlocutores afirmam que integrantes da pré-campanha foram surpreendidos pela revelação dos áudios e reclamam da falta de alinhamento prévio sobre a dimensão do caso Master.

O desconforto se ampliou após a divulgação de mensagens em que Flávio solicita recursos para a produção do filme “Dark Horse”, obra inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro. Segundo informações que circulam nos bastidores políticos e empresariais, Daniel Vorcaro teria participado do financiamento da produção em meio ao avanço das investigações envolvendo o Banco Master.

Apesar da turbulência na oposição, dirigentes de partidos de centro avaliam que a disputa presidencial segue aberta e altamente competitiva. O Palácio do Planalto também observa o cenário com cautela, especialmente após movimentos recentes do governo federal para recuperar popularidade em segmentos da classe média e do eleitorado mais sensível ao custo de vida.

No Centrão, a percepção dominante é que qualquer definição antecipada pode representar risco político elevado em um ambiente ainda marcado por instabilidade e forte polarização. Por isso, a tendência neste momento é de adiamento das decisões estratégicas até que o quadro eleitoral esteja mais consolidado.