Michelle confirma candidatura ao senado, mas só definira suplentes em agosto

A ex‑primeira dama Michelle Bolsonaro (PL‑DF) informou a aliados que só definirá, em agosto, a composição completa de sua chapa ao Senado, incluindo o nome do suplente. A declaração foi feita em meio às demandas pessoais e às exigências da pré‑campanha no Distrito Federal.
Segundo pessoas próximas, Michelle tem dividido sua rotina entre a definição do projeto eleitoral e os cuidados com o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL), que passou por cirurgia no ombro nos últimos meses. Essa situação, afirmam integrantes do Partido Liberal, tem limitado a participação dela em agendas públicas ligadas à pré‑campanha para a Casa Alta.
O nome de Michelle já foi registrado como pré‑candidato ao Senado, mas sua presença em eventos e encontros com eleitores tem sido menos frequente do que a executiva partidária esperava no início da corrida eleitoral. No PL, entretanto, a avaliação interna é de que sua visibilidade já consolidada dispensa uma atuação intensa neste momento de pré‑campanha.
Redes sociais da ex‑primeira dama têm sido usadas pelo partido como ferramenta de comunicação para reverberar apoios e valores associados à figura dela, sobretudo entre eleitoras e setores que valorizam a atuação na defesa de pautas familiares e sociais.
A estratégia do PL no Distrito Federal inclui também a ampliação do engajamento em torno da deputada Bia Kicis (PL‑DF), que disputa um dos dois assentos do Estado no Senado. Com a possível intervenção de Michelle na campanha ainda mais adiante, dentro do calendário eleitoral, a expectativa dos aliados é de que isso possa reforçar a captação de “segundo voto” — o voto que os eleitores no DF podem dar para a segunda vaga de senador.
A decisão de aguardar até agosto para homologar formalmente a chapa e indicar suplentes ocorre em um momento em que diversas legendas intensificam articulações internas para composição de alianças, ajustes de campanha e definição de agendas públicas entre os pré‑candidatos.
Internamente, o PL monitora pesquisas e sinais do eleitorado para ajustar posicionamentos e prioridades de campanha, inclusive no Distrito Federal, onde a disputa por vagas na Câmara e no Senado tem atraído atenção de partidos e parlamentares em busca de representação na próxima legislatura.