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Dono do perfil Alfinetei vira réu na justiça por difamação contra Hugo Motta

Por Brasil no Centro Publicado em 19 de maio de 2026 às 14:10 2 min de leitura
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Dono do perfil Alfinetei vira réu na justiça por difamação contra Hugo Motta

A Justiça Federal aceitou a queixa‑crime contra Marcos Almeida de Lima, apontado como administrador do perfil “Alfinetei”, e o tornou réu por suposta difamação contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB). A ação se baseia em uma postagem de março deste ano que associava o parlamentar a uma tentativa de barrar a redução da maioridade penal com a alegação de beneficiar “bandidos e estupradores”.

A publicação que motivou a ação criminal trazia a manchete acusatória de que Hugo Motta estaria articulando para impedir a redução da maioridade penal, favorecendo criminosos de 17 anos. Para a defesa do presidente da Câmara, a afirmação configuraria imputação de conduta desonrosa e extrapolaria os limites da crítica política.

A investigação da Polícia Legislativa da Câmara concluiu que havia, em tese, elementos para a configuração do crime de difamação. No relatório final, os investigadores destacaram que a postagem ultrapassou os limites do debate público e da crítica legítima, associando o deputado a condutas que poderiam macular sua reputação institucional. O alcance expressivo do perfil “Alfinetei”, com mais de 25 milhões de seguidores, também foi citado como fator que amplificou os supostos danos à imagem de Hugo Motta.

Antes de a Justiça acolher a denúncia, o Ministério Público Federal (MPF) havia se manifestado favoravelmente ao arquivamento da queixa‑crime. O MPF argumentou que o conteúdo poderia ser interpretado como opinião ou crítica política contundente sobre a atuação de um agente público, posição respaldada pela garantia constitucional à liberdade de expressão. Por isso, o órgão chegou a defender a rejeição da ação.

Apesar do parecer do MPF, o juiz José Humberto Ferreira decidiu aceitar a queixa‑crime e transformou Marcos Almeida de Lima em réu no processo. O magistrado, contudo, rejeitou o pedido liminar formulado pela defesa de Hugo Motta para remover imediatamente a postagem das redes sociais, determinando que o processo siga seu curso normal no âmbito judicial.

A reportagem procurou a defesa de Marcos Almeida de Lima para comentar a decisão, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.