
Os pré-candidatos ao governo paulista, o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) e o deputado federal Kim Kataguiri (Missão), intensificam negociações para formalizar uma aliança que garanta competitividade diante do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Segundo a pesquisa mais recente da Quaest, Serra e Kataguiri somam 5% das intenções de voto cada, enquanto Tarcísio lidera com 38% e Haddad aparece com 26%.
O destino político de Serra e Kataguiri é estratégico, já que qualquer movimento fora da polarização tradicional pode definir a disputa apenas em segundo turno. Para Serra, que preside o diretório paulista do PSDB, a continuidade da candidatura depende de uma coligação que inclua pelo menos mais dois partidos com representatividade, além do Cidadania, parceiro da federação tucana. Entre as siglas em discussão estão Solidariedade-PRD, Podemos e Avante, além de negociações em andamento com legendas menores, como DC, Mobiliza e Agir, para ampliar presença no interior e obter tempo de propaganda gratuita em rádio e TV.
— A regra eleitoral exige alianças. Existe espaço para uma candidatura independente, mas precisamos de capilaridade, militância e apoio para levar nossa mensagem — afirmou Serra, destacando a importância de mobilizar cerca de 300 deputados aliados para impulsionar a campanha.
A articulação da dupla também conta com o respaldo do presidente nacional do PSDB, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), em um movimento que reforça a tentativa do partido de reconstruir sua força eleitoral após perdas significativas nas últimas eleições. Enquanto isso, Tarcísio trabalha para consolidar apoio e reduzir a competitividade de eventuais candidatos de terceira via.
Kataguiri, por sua vez, concentra esforços em aumentar a votação proporcional do partido Missão, formado a partir da militância do Movimento Brasil Livre (MBL). O deputado afirma que apresentará alternativa viável para o estado, com foco em viabilidade eleitoral e exposição midiática, considerando a projeção em pesquisas como critério decisivo. Ele tem como meta alcançar entre 8% e 10% das intenções de voto até as convenções partidárias, garantindo espaço para fortalecer sua legenda.
Após a divulgação da pesquisa Quaest, Serra e Kataguiri se reuniram para discutir a estratégia de candidatura conjunta, com possibilidade de também contemplar a disputa ao Senado, estruturando uma terceira via capaz de apresentar aos eleitores uma alternativa consolidada à polarização PT-PL em São Paulo.