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Por palanque de Lula, PT pode tirar favorita ao senado da disputa em MG

Por Brasil no Centro Publicado em 28 de maio de 2026 às 11:10 2 min de leitura
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Por palanque de Lula, PT pode tirar favorita ao senado da disputa em MG

Com a recusa do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em concorrer ao governo de Minas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a considerar a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), como alternativa para encabeçar a chapa estadual. Até então, Campos era defendida pelo PT como candidata ao Senado, mas a indefinição de outros palanques aliados levou Lula a sondar sua entrada na corrida ao Executivo.

A ex-prefeita mantém a posição de disputar o Senado e teria informado à direção do partido que não pretende migrar para a candidatura ao governo. Ainda assim, aliados do presidente não descartam esforços para convencê-la, caso considerem essa a melhor estratégia para assegurar um palanque competitivo em Minas Gerais.

Em reunião com a bancada estadual, o presidente do PT, Edinho Silva, indicou que Marília Campos seria o nome ideal para liderar o partido no estado, mas avaliou outras opções como o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), e a ex-reitora da UFMG Sandra Goulart, especialmente para fortalecer alianças estratégicas. Lula tem pressionado para que a definição seja rápida, dada a relevância de Minas como o segundo maior colégio eleitoral do país.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), participou de conversas com Pacheco na segunda-feira (25) para tentar convencê-lo a concorrer, mas o senador reiterou sua decisão de não disputar o Palácio da Liberdade. A bancada do PT, portanto, vê a necessidade de reorganizar seus planos locais, priorizando um candidato do partido que assegure visibilidade e construção de palanque sólido para a campanha presidencial.

O cenário ainda envolve o possível apoio de outros partidos e a formação de alianças que garantam tempo de TV e estrutura eleitoral suficiente para enfrentar adversários fortes, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cujo palanque em Minas ainda está em negociação, e Cleitinho (Republicanos), cotado para concorrer ao Senado.